Category Archives: Futsal

Onze-doze

Nos últimos quarenta e nove dias a época desportiva do futebol do Sporting acabou com uma encenação, um bom jogo e um desperdício. Friamente, foi um final adequado para uma época agridoce. Demasiados casos, demasiadas polémicas, demasiada influência da arbitragem nos resultados.

Um campeonato irregular, com alguns bons resultados mas também com mais más exibições do que excelentes. Uma boa campanha europeia e outra boa campanha na Taça de Portugal, ambas estragadas por falta de capacidade emocional de lidar com pressão e falta de ambição e pragmatismo nos momentos decisivos. Se bem que se aceitem estas falhas numa equipa tão pouco rotinada quanto esta, ficou a ideia que uma maior capacidade de motivação e galvanização da equipa poderia ter permitido a obtenção de pelo menos um título nesta época.

A secção de futsal joga amanhã o título de campeão desta época, podendo alcançar o tricampeonato após quatro jogos geralmente bem disputados mas em que tem faltado alguma capacidade de concretização. É incrível que mesmo num espaço tão pequeno e com um jogo tão rápido se consiga fazer do anti-jogo e do cinismo uma via para o sucesso. Pondo de parte a visão clubística, não seria justo que a equipa que fez mais para vencer no conjunto dos quatro jogos até agora realizados viesse a perder o título para um conjunto e estilo de jogo cínico e provocatório, ainda que melhor financiado.

Nas restantes modalidades acabou a época em andebol com uma Taça de Portugal vencida, a mudança da equipa técnica e um plantel desejavelmente mais maduro. O ténis de mesa teve uma época notável, com a vitória do campeonato nacional e da taça, para além das conquistas nos escalões de formação. No atletismo, Naide Gomes e Obikewlu, figuras centrais na missão portuguesa e sportinguista aos Jogos Olímpicos de 2012, sofreram duras lesões na disputa dos campeonatos nacionais, pelo que estarão provavelmente arredados da competição.

Enquanto procura o sucesso desportivo que é a sua matriz identitária, o universo Sporting Clube de Portugal tenta sair das areias movediças financeiras em que se encontra alavancando-se com forte investimento imediato, fazendo depender dos resultados no curto prazo e da entrada rápida de dinheiro fresco a sustentabilidade do seu modelo de gestão.

O sucesso desta estratégia dependerá profundamente da preparação da próxima época. A abordagem ao defeso e à gestão dos planteis – onde se inclui a equipa B – determinará o sucesso dos próximos anos, tanto económica como desportivamente, e portanto, institucionalmente. Assinale-se no entanto que, e planeio desenvolver mais aprofundadamente esta reflexão noutra oportunidade, o sucesso desta estratégia também dependerá do enquadramento interno político e estratégico dentro do Sporting e junto dos sportinguistas.

Anúncios

Semana meio cheia

Há momentos e jogos que deviam ser iconificados e usados para demonstrar a real profundidade de ser Sporting. Quinta-feira aconteceu um desses momentos, desde o apito inicial até ao envio de um email de agradecimento por parte dos capitães pelo apoio demonstrado. É com estes exemplos que o Sporting se deve regenerar, a si próprio e à relação que escolhe manter com os Sportinguistas. Porque, tal como diz Leão de Alvalade, o Sporting fez-se grande pelos que acreditaram sempre.

Não com outro tipo de casos, como por exemplo a ginástica de bilhética que foi sendo feita ao longo da semana – o acompanhante de sócio ora pagava o preço de sócio, ora tinha o bilhete de borla. Mas, como diz o título, há que ver e valorizar os aspectos positivos para que os negativos sejam tendencialmente eliminados.

No jogo todos se superaram – até Ricky, que apesar de não ter marcado foi essencial na primeira linha de pressão sob o portador da bola – mas para mim aquele que brilhou como exemplo mais forte da reconversão foi Daniel Carriço. Raça, entrega, dedicação, num exemplo de superação tão Sportinguista quanto merecida. Seguido de perto por Izmailov, cuja evolução demonstra uma capacidade técnica e de sofrimento ímpares. Matias merecia ter feito aquele golo de longe e Carrillo também, pela demonstração técnica que deu a Nasri já nos momentos finais.

Que a estrutura directiva e equipa técnica tenham a capacidade de fazer perdurar este espírito e esta vontade de triunfar tanto no jogo de amanhã, frente ao Vitória de Guimarães, como na quinta-feira, em Manchester para o fecho dos oitavos-de-final, como para todas as restantes finais que ainda nos esperam esta época.

No Futsal, o Sporting foi eliminado da Taça de Portugal em mais uma demonstração do que o desporto nacional escolhe como base de sobrevivência: subserviência à pressão e aquisição arrogante de desempenho desportivo a qualquer preço contra a abnegação, a entrega e o valor adquirido pelo esforço. O campeonato continua hoje, às 18h30 no pavilhão Paz e Amizade, contra o Loures.

Começa hoje a fase final do campeonato Andebol 1, com o Sporting a partir a 4 pontos da liderança. Sem espaço para errar para o objectivo do título, a equipa precisa de todo o apoio possível no jogo de hoje, às 16h00 contra o Águas Santas no pavilhão do Casal Vistoso, e em todos os jogos que ainda faltam.

Ao longo da semana foram várias as notícias lançadas na temática do património, tanto futebolístico como para as restantes modalidades. As notas mais importantes são: a reconversão do relvado irá ser feita gradualmente, com a introdução de uma variedade de relva mais adequada para o clima local; o fecho do fosso será feito inicialmente nos topos, com espaços publicitários, e depois sob as centrais com um plano de bancada que dependerá da adesão dos sócios – e, digo eu, da visibilidade que retirará às filas que lhe serão anteriores. Nas modalidades, prepara-se o regresso do basquetebol e do râguebi; antecipa-se a re-estruturação do projecto do pavilhão sujeito ao Plano de Pormenor por aprovar na Assembleia Municial para uma abordagem mais integradora de várias modalidades, tendo sido contactados responsáveis de várias modalidades para colaborarem nesse processo. Esta questão do pavilhão parece-me bastante sensível; resta saber se não se tratará de mais um caso de desistir do passáro que quase canta na mão, para perseguir os outros dois que seguem em voo…

Concentração e pragmatismo

O resultado do jogo inaugural da jornada ditou um distanciamento de 14 e 11 pontos aos dois primeiros classificados. Não foi o melhor resultado para as contas do Sporting, mas terá de servir. Para mais informações sobre esse jogo, vide este excelente, se bem que extenso, testemunho de outro leão.

Outros resultados do jogo não deixam de ter a sua relevância: as reacções fortíssimas de vários elementos do anterior primeiro classificado contra a arbitragem não podem não ter consequências. Basta lembrar que, apenas um dia antes, os árbitros propagandearam o seu acto de insubordinação numa clara tomada de posição contra o Sporting, pedindo que a FPF “actue contra aqueles que reiteradamente põem em causa a honorabilidade e integridade dos árbitros portugueses”. Mais claro e docemente autofágico que isto não seria possível.

Cabe aos dirigentes do Sporting serem inteligentes e não comprarem explicitamente parte numa batalha que não é a deles. Os chefes manipuladores disputam a sua importância “negocial” e se as reacções do lado do Sporting forem demasiado audíveis seremos facilmente colados a um dos lados do feudo. É importante haver uma indicação da diferença de tratamento, mas é mais importante ainda contribuir para que o futebol do Sporting cresça. Por muito satisfatório que fosse pedinchar por igualdade de tratamento (que como é previsível não será verificada), será tão mais importante concentrar esforços e diligências no sentido de melhorar na nossa real causa, os nossos próprios desempenhos e resultados tanto desportivos como económicos.

O presente distanciamento pode e deve ser encurtado para 11 e 8 pontos com a vitória desejada no Estádio do Bonfim, contra a equipa treinada pelo grande inventor do conceito de automobilismo de pesados no futebol. É nisso que nos temos que concentrar.

Há que encontrar formas de motivar e re-aproximar os Sportinguistas, de aumentar capacidade mediática e negocial do Sporting, de criar valor através dos desportos praticados no Sporting. As assistências têm que ser melhoradas, mesmo em tempos de crise económica e de resultados. Com casas cheias, mesmo que a custo na bilheteira, virão melhores resultados de patrocínios e vendas merchandising. Use-se como exemplo jogo contra o Beira-Mar, dedicado à família -quanto valerá aquela injecção de Sportinguismo em tantas crianças e famílias? Só assim será possível aumentar receitas de exploração de uma forma que não comprometa as naturais expectativas de médio e longo prazo de valorização de activos.

As modalidades também têm o seu papel na potenciação de veículos de fervor Sportinguista, nas literais palavras do Capitão João Benedito (hoje, no Pavilhão da Paz e Amizade em Loures, às 16h). Relembro também o derby de Andebol, amanhã às 17h no Pavilhão da Caixa Geral no Alto-dos-Moinhos, com transmissão na RTP2.

Devem ser criados e fortalecidos os canais de Sportinguismo, oficiais e oficiosos, sendo disso um esperançoso exemplo o trabalho que tem sido desenvolvido no canal oficial do Sporting Clube de Portugal no YouTube. Compreende-se que não estejamos em condições de avançar com um projecto televisivo de grande escala, até porque provavelmente seria só mais uma miríade de actos de gestão discutíveis que teriam como principal móbil o enriquecimento alheio à custa do fervor leonino. Mas o valor de peças como a da recente viagem à Polónia é inestimável e deve ser potenciado.

Os dirigentes do Sporting têm que se capacitar que não podem contar com o apoio dos meios de comunicação social para fortalecer o mundo leonino, e que têm pouco a ganhar em entrar declaradamente numa batalha suja pelo poder nos bastidores, gabinetes e túneis. Fortaleçam o clube de dentro para fora e defendam-no de agressões. Não se percam em afrontas ou lutas por poder num sistema que está em clara convulsão.

Chega o solistício

O Inverno atinge na próxima madrugada o seu momento astronomicamente mais pronunciado.

Para o futebol do Sporting, este início de Inverno tem sido algo tortuoso, sem no entanto comprometer quaisquer objectivos. Depois de jogos algo desinspirados contra o Nacional e a Académica para a Liga e contra a Lazio para a Liga Europa, a equipa tem amanhã o seu último jogo do ano. Antes do início dos jogos para a Taça da Liga e da continuação do troço mais complicado do calendário da Liga, joga-se amanhã com o Marítimo, em casa, o acesso às meias-finais da Taça de Portugal, a segunda competição mais importante do futebol nacional.

Com o jogo de amanhã definir-se-á a abordagem ao mercado e à restante época. Com uma vitória reforçamos o momento anímico do plantel e dos adeptos, ficando com caminho aberto para a final da Taça (uma vez que as meias-finais se disputam em duas mãos, o que privilegia as equipas mais fortes) e bastante mais próximos da conquista de um título nesta época-zero do novo projecto desportivo e institucional do Clube.

Logo no arranque do próximo ano teremos um jogo algo decisivo para a luta pelo título de Campeão Nacional que, juntamente com o jogo de amanhã, ajudará a definir quais as ambições ao alcance desta equipa que, apesar de recém-nascida, tem conseguido motivar e reacender as esperanças leoninas mais profundas, apesar de todas as limitações impostas ao plantel e ao futebol leonino.

Se tudo correr bem, espera-se um plantel rejuvenescido para a segunda parte da época. Tanto pelas recuperações (de preferência definitivas) dos nossos atletas tecnicamente mais dotados como por uma ou outra aquisição tendo em vista o reequilíbrio da equipa, em particular no centro da defesa. Desse ponto de vista, a equipa tem sido magistralmente dirigida e protegida na comunicação social pelos seus representantes. As declarações de Luís Duque, Eduardo Barroso, Pedro Sousa e Domingos Paciência têm contribuído, cada uma à sua maneira, para encaminhar a gestão desportiva e de comunicação do Clube para novos caminhos. Caminhos de respeito, por si próprio e exigindo-o aos outros, de responsabilidade e de sensatez no mercado e na gestão do plantel. Uma óptima evolução em relação aos anos anteriores, em particular tendo em conta o processo eleitoral que iniciou este ciclo.

No futsal, os desempenhos e as características da calendarização e competições em que estamos envolvidos têm permitido um momento tranquilo, esperando-se que o plantel consiga ser recuperado na medida do possível com alguns complementos adquiridos no mercado de Inverno, para as etapas mais decisivas da época.

Por outro lado, no andebol, os resultados têm sido fortemente afectados por faltas de consistência defensiva e acutilância ofensiva (e, como sempre, influência “arbitrária”) que o plantel não justifica nem merece. Para além de tudo isto, as assistências verificadas no pavilhão de Casal Vistoso estão longe do desejável para uma modalidade com o historial e importância do andebol do Sporting Clube de Portugal. Que um ano novo traga mais sucesso também nesta modalidade!

Inverno rigoroso

O Sporting segue na Taça de Portugal, perfilando-se para os quartos-de-final em que vai defrontar o Marítimo, no José Alvalade no próximo dia 21, três dias depois de defrontar a Académica em Coimbra e sete dias depois de defrontar a Lazio em Roma, para a Liga Europa. Na Liga Portuguesa esperam-nos dois meses complicados, em que se seguirão o Nacional (já amanhã com uma casa que se espera lotada), a referida ida a Coimbra, a recepção ao clube da diocese das Antas, as visitas a Braga e Olhão e finalmente a recepção ao Beira-Mar.

A convocatória para o jogo de amanhã foi preenchida com a totalidade dos jogadores disponíveis para jogo, o que demonstra a pouca profundidade do plantel neste momento. Não obstante, trata-se de um momento fulcral para a manutenção das aspirações que a equipa leonina tem feito por merecer. Mesmo que manifestamente afectada por lesões, a equipa do Sporting não tem porque temer o conjunto madeirense desde que consiga fazer um jogo inteligente, com boa gestão de posse de bola e acutilância ofensiva, contribuindo para tal a presença e apoio de quase 50 000 leões de verde e branco.

No contexto global da época é particularmente importante chegar a Janeiro com um registo o mais vitorioso possível, em que só o jogo em Roma tem apenas o prestígio em jogo. Não só porque a reabertura do mercado de transacções poderá permitir equilibrar tecnicamente o plantel e protegê-lo da influência das indisponibilidades ocasionais; também pela recuperação de maior parte dos atletas presentemente lesionados, em que apenas para Rinaudo se prevê um período de recuperação que chegue ao mês de Fevereiro.

Após o derradeiro jogo da fase de grupos da Liga Europa, o Sporting irá enfrentar aquela que será a fase eliminatória mais exigente da história da competição europeia, com início a 18 de Fevereiro. Graças ao seu desempenho no grupo, o Sporting conseguirá em princípio evitar um sorteio muito desfavorável, mas não se livrará de uma oposição, qualquer que ela seja, motivada pela acrescida mediatização e importância que a prova terá este ano.

Especulações mobiliárias (das quais a ascenção meteórica de Pedro Mendes parece ser um exemplo) e mediáticas (aqui existem demasiados exemplos de um jogo de poder que se continua a fazer sentir nos meios de comunicação) à parte, esperam-se dois meses de navegação particularmente delicada para o Sporting.

Uma nota ainda para o Derby de Futsal de amanhã no pavilhão do Alto-dos-Moinhos, às 17h00, com transmissão em directo na RTP2. Não se antecipa um jogo fácil.. no entanto espero que a arrogância e sobranceria encarnada seja, tal como tem sido nos últimos confrontos, subjugada pela garra e querer leoninos.

De novo na Final Four

Fonte: Facebook Sporting

Mais uma vez e pelo segundo ano consecutivo, a equipa de futsal consegue o apuramento para a Final Four da UEFA Futsal Cup numa grande demonstração de força de vontade e de abnegação.

Depois de uma primeira parte desastrosa, os leões em campo e os leões na bancada conseguiram motivar-se uns aos outros e arrancar algo que poderia parecer, à partida, perdido para a cínica equipa de Tbilissi. Foi memorável a forma como o público os ajudou a recuperar animicamente dos golos sofridos e dos erros da primeira parte, e a forma como a equipa conseguiu convencer a assistência que era possível, que estava ao nosso alcance, ao alcance deles, virar o resultado a nosso favor. Indiscritível para ambos a obtenção do quinto golo, após uma jogada cheia de vontade e garra leonina.

Numa fase em que o plantel sofre bastante com lesões e com uma sequência de jogos com aproveitamento na finalização sofrível, esta meta cumprida deve contribuir para dar fôlego. Para estabilizar a equipa. Para que algumas falhas resultantes do desgaste e da pressão possam ser minoradas e problemas físicos possam ser compensados com ânimo. Para que eles possam trabalhar ao máximo de forma a conseguir uma época que tem tudo para ser histórica.

Seguem-se os embates decisivos contra as equipas de Braga, em Andebol e Futebol. Que não falte o apoio a ambas as equipas leoninas, apoio dificultado pela distância geográfica. Que ambas as equipas consigam lutar e vencer com dedicação.

Fim-de-semana de decisões

Espera-nos um fim-de-semana difícil, com vários testes exigentes.

Já amanhã, às 17h00, a equipa de Futsal joga a última partida da Ronda de Elite da Taça UEFA Futsal contra o Iberia Star, de Tbilissi. Espera-se um Pavilhão Multiusos de Odivelas com lotação quase esgotada, vibrante no apoio aos leões. O desempenho na prova tem sido algo irregular, com muitos problemas na finalização e as crónicas limitações clínicas desta época. No entanto, com muita raça e empenho, a equipa  segue no topo do grupo com duas vitórias, conseguindo assegurar a passagem à Final Four com um empate ou uma vitória amanhã frente à equipa georgiana.

No andebol joga-se às 17h30 de domingo a 12ª jornada do campeonato nacional, desta vez contra o ABC, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. Em dia de jogo de futebol para a taça menos de três horas depois, a assistência será provavelmente inferior ao desejável. A equipa de andebol tem feito um campeonato bastante razoável, podendo assegurar o primeiro lugar da tabela com uma vitória neste encontro. Depois de duas vitórias contra os grandes rivais, apenas a derrota contra o ABC (na primeira mão, em Braga) e com o Águas Santas (na Maia) maculam o trajecto do Sporting. Com concentração e esforço, só depende dos leões o alcance do topo da tabela.

Para fechar o fim-de-semana temos o jogo da IV Eliminatória da Taça de Portugal, às 20h15 no Estádio José Alvalade, contra o SCBraga. Espera-se um jogo tenso, fortemente táctico, entre duas equipas e equipas técnicas que se conhecem bem mutuamente. Ainda sem informações definitivas acerca de quais os jogadores realmente disponíveis, Domingos Paciência não terá um trabalho fácil a escalonar e preparar a equipa para enfrentar o seu anterior emblema. No entanto, o apoio e calor vindo das bancadas poderão ser um factor essencial para desbloquear um jogo difícil.  Que a equipa seja capaz de corresponder com um bom jogo de futebol e que haja  uma arbitragem a altura.

Com todos estes encontros decisivos, surgem ainda algumas questões de fundo que não são menos decisivas:

– Num clube ecléctico como o Sporting, como é possível que continuemos com os encontros das diversas modalidades, em particular estas com maior capacidade mediática e de atracção de apoiantes, tão espacialmente distantes uns dos outros? Quanto se perde, ou não se ganha, em afirmação e aprofundamento de espírito leonino (e, porque não, em receitas) por não ter um pavilhão junto ao estádio? Quais as reais perdas associadas a esta falta de sinergia? Quanto mais se irá perder até que este vácuo seja ocupado?

– Qual a melhor forma de defender o Sporting de meios de comunicação social que privilegiam a tiragem e a venda e consumo rápido, sem considerações éticas e deontológicas acerca do “jornalismo” que praticam?

– Para quando uma defesa séria e institucional da formação e da aplicação de mecanismos que contribuam para a sua valorização, como a introdução de equipas B num escalão competitivo ou o estabelecimento de quotas mais exigentes na construção de planteis de futebol? Como potenciar a nossa inquestionável capacidade formadora de forma a alicerçar o bom desempenho do plantel principal e do departamento de futebol?

Quando as coisas correm bem

Fonte: Agência Lusa

Sem grande tempo para reflexões, refiro:

– A vitória expressiva contra o Gil Vicente. Foi uma exibição a espaços fantástica. Como é normal numa equipa com pouco mais de três meses, ainda há algumas coisas por melhorar, mas para isso está lá Domingos e restante equipa técnica. Na conferência de imprensa que se seguiu, Paciência sublinhou a exibição, o resultado e a comunhão com os adeptos como contraponto às tentativas de instigação de euforia. Eu acrescento a atitude do próprio treinador, a desmontar o excelente momento de forma em que a equipa se encontra como um simples degrau a caminho de uma melhor forma, de maior estabilidade e serenidade dentro de campo. E nota-se que também é uma mensagem para dentro uma vez que o próprio Bojinov transmitiu isso mesmo, como imagino que qualquer jogador faria no seu lugar: que estamos em crescimento, que as coisas estão bem mas estamos a trabalhar para que corram melhor, e que o mais importante neste momento é só (tal como deveria ser sempre) ganhar o próximo jogo.

– O avolumar da riqueza e profundidade do plantel. Só como exemplo e mesmo com dois lesionados, para as posições médio-ofensivas temos agora cinco titulares, sem contar com a posição de ponta-de-lança, onde Bojinov finalmente quebrou o gelo do primeiro golo (e segundo) com a camisola verde e branca. Ainda existe uma ou outra fragilidade por precaver no plantel, mas pode-se dizer que o plantel ficou mais profundo desde o início da época.

– A inversão total de abordagem da comunicação social à equipa de futebol do Sporting. De um conjunto de maus investimentos e maus resquícios dos planteis que se teriam vindo a suceder, que quando pontuava era só porque tinha tido sorte, o meio jornalístico trata agora a equipa como a nova maravilha futebolística, enquadrando cada jogador resistente de outras épocas como um talento renascido e cada nova aquisição como a próxima revelação do campeonato. Trata-se claramente de uma tentativa de criação de euforia leonina descontrolada e de aproveitamento da boa situação desportiva da modalidade no clube. Cabe a nós, Sportinguistas, saber encarar esta nova atitude como a antiga: com a inteligência e distância que merece.

– A aprovação do Plano de Pormenor para a construção do pavilhão só pode ser uma boa notícia para um clube ecléctico como o Sporting, pecando apenas por demasiado tardia, tendo em conta a conjuntura económica e o desinvestimento a que o espaço tem estado entregue. Antevejo ainda assim um processo moroso e doloroso de captação de investidores, projecto e construção propriamente dita, mas que espero no final tenha valido a pena. Para que esta situação se resolva o mais depressa possível, cada Sportinguista pode contribuir ao apoiar mais activamente as equipas de Futsal, Andebol e Hóquei em Patins, demonstrando assim uma maior adesão e contribuindo para que o clube tenha condições mais favoráveis de negociação e seja de certa forma pressionado para concluir a construção do pavilhão mais depressa. Que seja um espaço digno, à altura das muitas glórias que se esperam vir a cumprir e da história e potencial das diversas modalidades que assim ganharão uma casa verdadeiramente sportinguista.

Para quem não tinha tempo, não está mal. Até à próxima!

Fecho do fim-de-semana

Mais um fim-de-semana que termina e vários foram os sucessos do clube nas mais variadas modalidades e escalões. Vitórias no Hóquei em Patins, Andebol, Futsal, e mais um campeão nacional de Judo com as nossas cores coloriram de glória leonina estes dias, resultado de esforço, dedicação e devoção em várias disciplinas e campos. Mais uma vez, os nossos atletas provam com os seus desempenhos a importância que representa para o clube a construção de um pavilhão que permita centralizar junto do Estádio de Alvalade, se bem que infelizmente não sob o mesmo tecto, a actividade desportiva Sportinguista.

A direcção do Clube tem que se convencer do potencial de reforço e incentivo ao espírito e valores Sportinguistas que uma tal proximidade geográfica representa, inclusivamente em termos de receitas – basta reconhecer que não existem Lojas Verdes nos nossos entrepostos alugados. Os nossos putativos patrocinadores e apoiantes para a construção de uma infra-estrutura tão fulcral têm que ser persuadidos da representatividade e relevância deste investimento não só para o clube mas para o desporto nacional.

Relativamente às movimentações directivas relativamente às listas candidatas às eleições da FPF, por mais que reflicta não consigo compreender o que se passa. Qual a estratégia, se é que existe. A realidade da situação pode muito bem ser uma orquestração estratégica dissimulada de apoio a várias listas tendo em conta os interesses superiores do Sporting. Mas também pode ser um aproveitamento pessoal e individualista da parte de Luís Duque do poder mediático que tem para sustentar a criação de uma lista alternativa à hegemonicamente construída com Fernando Gomes, só sabendo o próprio com que propósitos. Aguardam-se os próximos episódios.

À parte de todos estes eventos está o jogo de amanhã contra o Gil Vicente, em Alvalade. Espera-se o onze possível tendo em conta as limitações clínicas, espera-se uma casa composta e participativa apesar das condições meteorológicas, e espera-se mais um bom jogo culminando em mais uma vitória deste belo grupo de leões que se afirma e reforça de jogo para jogo. Lá estarei!