Category Archives: Época 2012/2013

Alvos preferenciais

Ricky

Ontem tivemos mais alguns excelentes exemplos, sintomáticos do que é ser Sporting Clube de Portugal no futebol português neste momento da sua e da nossa história.

O único ponta-de-lança do plantel, já vendido fora de mercado de transferências por suposta necessidade e suspeitável ganância, faz uma excelente exibição marcando os 3 golos e enviando um míssil à barra. Ricky, na sua curta carreira leonina, leva sete golos em quatro jogos contra o Braga (dois hat-tricks).

O recém-eleito presidente Bruno de Carvalho participa como delegado, sentando-se no banco e demonstrando mais envolvimento emocional e motivacional que muito poucos dos seus antecessores possuíram. Não sendo a atitude mais convencional, compensa em algo que faz falta ao Sporting para que consiga recuperar a sua identidade: raça e carisma.

André Martins também teve um papel preponderante no jogo de ontem, em particular enquanto a frescura física durou. Mostrou ter potencial para, numa época sem lesões ou desaparecimentos misteriosos, ser um titular essencial no onze da equipa. Um pouco à semelhança do que se passou com Cédric: depois de ter sido escudado das suas exibições mais fracas, regressa agora à titularidade no lugar do seu substituto. Que tenha a capacidade de agarrar o lugar, e teremos um quarteto defensivo mais comspetente e talentoso na próxima época. A propósito, julgo que o comportamento do quarteto defensivo após a (injusta) expulsão poderá ajudar o treinador a rever a sua abordagem. Porque não apostar em Rojo-Ilori-Dier-Cedric?

Quem assistiu ao jogo prestando atenção ao comentadores, ou quem valorize a opinião de paineleiros profissionais, diria que o jogo de
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Presidente

Bruno de Carvalho

Os sócios escolheram: Bruno de Carvalho será o próximo presidente do Sporting Clube de Portugal a partir da tomada de posse que se prevê que tenha lugar dia 26 de Março de 2013. Não deixa de ser simbólico que consiga a eleição exactamente dois anos depois das últimas eleições, período de tempo em que a instituição perdeu competitividade, representatividade, equilíbrio interno e respeito externo, encontrando-se neste momento num nó górdio muito mais apertado do que antes.

A candidatura de Bruno de Carvalho terá conseguido, ao que demonstram os resultados parciais, a vitória em todos os órgãos sociais. Destaco também a valorosa votação da Lista D ao Conselho Fiscal e Disciplinar, prevendo-se que consiga eleger um vogal graças aos 18,89% de votos, conseguindo assim o sétimo elemento de uma composição que se prevê igualmente dividida entre as listas B e C, sob a presidência de Jorge Bacelar Gouveia.

Aos restantes sportinguistas restará apoiar as equipas, acompanhar e avaliar a gestão e opções dos órgãos sociais, e participar activamente na vida do clube, sendo uma altura tão boa como qualquer outra para apelar à adesão a sócio. O clube somos nós!

Clássico paradigmático

Rui Patrício

Hoje assistiu-se a mais um exemplo paradigmático do que têm sido os clássicos não só em Alvalade mas principalmente no seguimento da ponte do Freixo. Um jogo com demasiado protagonismo dos seus árbitros, com critérios desiguais na marcação de faltas e atribuição de cartões, expulsões evitadas para um lado e criadas para o outro. Inclusivamente quer Jesualdo Ferreira quer Oceano Cruz foram expulsos, o que levanta problemas para a orientação técnica da equipa durante os respectivos castigos.

Fora destes aspectos, destacaram-se principalmente os jovens leões que, pela sua entrega e capacidade de sofrimento, mereciam mais os três pontos que os profissionais do aproveitamento de benefícios que se lhes opuseram. Com mais frieza e espírito de entreajuda na manobra ofensiva teria sido possível vencer a outra equipa que, apesar de ter conseguido dominar no que toca à posse de bola, pouco conseguiu fazer. Ainda assim, acho desadequado exigir ao presente plantel que, nas presentes condições de motivação e competitividade, apresente índices de aproveitamento e desempenho mais elevados. Tendo sido um passo importante resistir a um dos líderes pontuais do campeonato (ainda que em casa), a gestão da equipa e das expectativas dos adeptos tem que ser focada na subida de um degrau de cada vez. Até porque, como hoje ficou bem demonstrado, temos demasiados problemas exteriores para enfrentar sem que haja uma pacificação e reorganização interna.

Escolhas

Depois da demissão em bloco dos órgãos sociais a 6 de Fevereiro, decisão tomada de forma a evitar a Assembleia Geral Extraordinária tão corajosamente convocada pelos sócios do clube, decorrerá nos próximos dias a campanha eleitoral para as eleições a ter lugar no próximo dia 23 de Março.

Decidi fazer um esforço pessoal para contribuir da forma mais elevada e informativa que me for possível para a interpretação da campanha. Tentarei evitar os alçapões da desonestidade intelectual e contra-informação que se espalham um pouco por todo o lado, sem no entanto deixar de defender as escolhas que me parecerem mais adequadas tendo em conta o presente momento do clube, o perfil e as estratégias dos candidatos e restantes actores neste processo. Não haverá imparcialidade mas também não quero que haja alienação de opiniões contrárias, desde que fundamentadas e honestas, para contribuir para um debate informado.  De forma a que, no dia 24 de Março, ganhe o Sporting Clube de Portugal.

Sem dignidade nem honra

Godinho e Prosegur

Os desenvolvimentos das últimas horas têm concretizado algo que já se antecipava há demasiado tempo: Godinho Lopes e a sua direcção, ignorando todos os seus resultados catastróficos e demonstrando a sua incapacidade comprovada de emendar a mão e melhorar desempenhos de forma sustentada, pretendem ignorar a base e fundamento do clube, os seus sócios.

Por crença inultrapassável, incapacidade de permitir contraditório, orgulho ou simples casmurrice, Godinho Lopes e a sua direcção parecem dispostos a impedir que se cumpram os estatutos, invocando as eternas questões de estabilidade, da sensibilidade da equipa principal de futebol e da instituição como negociador – mesmo quando os resultados desportivos melhoram e apesar de, eles próprios, promoverem mais uma “reconversão de activos” em condições negociais por si próprios diminuídas.

Absorvido pela alarmante destruição de valor patrimonial, reputacional e negocial, Godinho Lopes esquece-se do essencial: com esta postura, acabará por alienar a força associativa do clube – efectivamente esvaziando a sua legitimidade e contribuindo para a crispação e desagregação do universo sportinguista, contribuindo para que no futuro se torne ainda mais difícil recuperar. Por ele ou por qualquer outro, alinhado ou não com a sua linha e herança.

Ficarão na sua consciência as consequências dos seus actos.

Espiral viciosa

Castro "Nobre" Guedes e Godinho Lopes

Analisemos o percurso de Godinho Lopes e esqueçamos por um instante:

  • A forma como correram as eleições, tanto a campanha como o acto em si e a própria gestão do processo pós-eleitoral;
  • As promessas por cumprir, onde se inclui o seu rarefeito – e eleito – projecto;
  • A adequação ou falta de adequação desse mesmo projecto à situação real do país, dos sócios e simpatizantes sportinguistas, e do próprio clube e empresas dependentes;
  • As opções e filosofias de investimento, estruturação do clube, direcção técnica, comunicação e gestão de expectativas;
  • Os resultados desportivos alcançados, onde se inclui a pior média de vitórias em futebol da história do clube, a pior média de derrotas em futebol da história do clube e o continuar do lento definhar competitivo na maior parte das modalidades do clube com algumas valorosas excepções como o futsal, o ténis de mesa ou o hoquéi em patins;
  • O surgimento de algumas polémicas e menos claras situações de alegados actos de pressão sobre núcleos, sócios e simpatizantes, incluindo o arregimento de claques para que a contestação não suba a níveis incómodos;
  • Os resultados financeiros alcançados, sublinhados pelo relatório do primeiro trimestre da presente temporada da SAD onde, apesar com um aumento de passivo na ordem dos 13,4M€, os resultados líquidos ficaram por -7,7M€ (uma leitura mais cuidada permite até descortinar um abatimento de 7M€ dívida de longo prazo – com juro de 4,99% – através da contracção de dívida em curto prazo no mesmo valor, por livrança – com juro de 7,40% – por certo uma manobra contabilística cheia de vantagens fora da compreensão do sócio ou accionista comum);
  • Que a sustentação financeira da sua gestão, embora facilitada pelo peso que o próprio e os resistentes dirigentes – com Ricciardi e Castro “Nobre” Guedes à cabeça – tenham ainda junto dos credores, seja obtida em nome da instituição mas alegadamente através de garantias pessoais (o que, em cenário de incumprimento, resulta em dívida do clube aos próprios dirigentes, como já visto no caso do passe de Daniel Carriço, o que parece ser uma manobra tirada do manual de Vale e Azevedo);
  • A incapacidade de captação de investimento exterior ao sistema bancário, apesar das sucessivas viagens de charme e publicitação;
  • A aparentemente negligente preparação do processo de inconvertibilidade das VMOC, estabelecida para dia 20 de Janeiro de 2013, quer através do já aprovado projecto de fusão SAD-SPM, quer através de outro tipo de medida que permita salvaguardar o interesse do Clube.

 

Godinho Lopes não demonstra ter capacidade de liderança para, mesmo que não inverter, pelo menos controlar a queda desportiva e financeira do Sporting Clube de Portugal. Apesar de mostrar razoável resistência à pressão e a pele grossa necessárias ao desempenho da função, Godinho Lopes é um homem sem rumo definido. As suas sucessivas ideias para o futebol, a modalidade agregadora e financeiramente potenciadora do universo Sporting, vão se substituindo sem estratégia aparente, à medida que as abordagens antecessoras falham, sem que Godinho Lopes pareça acreditar em nenhuma delas o suficiente para as defender.

Numa espiral viciosa, Godinho Lopes persiste, não reconhecendo que com cada nova redefinição estratégica destrói o pouco capital de esperança que ainda vai granjeando junto dos sócios e adeptos, corrói a disponibilidade e unidade dos plantéis e equipas técnicas, e afunda o Clube e a SAD numa estratégia financeira sem futuro.

Godinho Lopes não demonstra ter o que é necessário para liderar no mundo do desporto, principalmente na situação sensível em que o Clube e a SAD se encontram e tendo em conta as condicionantes muito especiais que o Sporting tem que vencer para conseguir singrar quer desportivamente quer mediaticamente.

Para vencer, o Sporting tem que ser liderado para estar unido, tem que ser competente, e tem que ser capaz de motivar os sportinguistas. Cada vez menos, Godinho Lopes parece capaz de o conseguir.

Não o reconhecendo, Godinho Lopes deixa apenas uma solução para os cada vez mais sócios que o reconhecem: a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária com o objectivo de destituir os órgãos sociais. Os sócios que se revejam nesta solução podem – devem – participar no movimento Dar um Rumo ao Sporting.

Dar rumo ao Sporting

Passaram noventa e seis dias desde o meu último artigo.

Noventa e seis dias nos quais o clube tem passado por demasiados problemas, principalmente internos, para que se possa continuar a acreditar na direcção em funções. Não se trata apenas de discordar de algumas das opções estratégicas e administrativas feitas por Godinho Lopes e os seus apaniguados.

Neste momento o Sporting Clube de Portugal encontra-se num ponto de tamanha desagregação e desestruturação organizativa que só com “exemplos e liderança de homens singulares” conseguirá ultrapassar. E nem Godinho Lopes nem nenhum dos seus escolhidos parece ter o que é preciso.

Foi criado ontem um “movimento de sócios do Sporting Clube de Portugal que pretende avançar com uma Assembleia Geral Extraordinária, com ponto único: eleições antecipadas.

Transcrevo aqui algumas das ideias chave do respectivo manifesto. Informem-se e participem – o Sporting precisa de todos para sobreviver.

Com pouco tempo se revelou que não só a Direcção liderada pelo Eng. Godinho Lopes foi incapaz de romper com a decadente continuidade de anos prévios, como até a acentuou ainda mais:
  • Falhou desportivamente no Futebol:
  •  a primeira época agravou a tendência de um Sporting sem títulos, longe do Campeonato e fora do pódio (afastado por isso da Liga dos Campeões);
  • a segunda época arranca e já o Sporting se encontra mais próximo da descida de divisão que da conquista do Campeonato;
  • nas restantes modalidades: um dos anos com menos títulos da história recente do Sporting.
  • Falhou financeiramente:

O presente é pior que o passado:

  • não só não surgiu o prometido fundo de 100 milhões, como ainda se agravou mais a situação financeira do clube com um novo empréstimo de 40 milhões;
  • o passivo do Clube cresce dramaticamente, ao invés de se reduzir para os 200 milhões jurados;
  • os elevadíssimos investimentos no plano desportivo, largamente superiores aos de anos passados, não surtiram efeitos;

O futuro está comprometido:

  • aumentaram os encargos graças aos novos empréstimos pedidos à banca;
  • grandes fatias dos passes pertencentes a jogadores influentes e/ou com potencial no plantel que foram vendidos, alguns abaixo do valor de compra (o Sporting detém 20% de Salomão; 30% de Carrillo, André Santos e Cédric; 35% de Wilson Eduardo, André Martins, Rinaudo, Wolfswinkel e Insua; 37,5% de Schaars) – perde-se por isso dinheiro no imediato, vendendo por menos do que se comprou, e perde-se uma fonte de rendimento crucial no futuro, já que pouco lucro da venda de jogadores reverterá para o Sporting.
  • Falhou na Direcção

Promessas eleitorais estruturantes provaram-se fraudulentas:  

  • não existe um fundo de 100 milhões;  
  • o passivo está a crescer, não a diminuir;  
  • a renegociação com a banca resultou, afinal, num novo empréstimo e com juros mais elevados (9,25%) 
  • não há estabilidade na estrutura do Clube, que aos poucos se desintegra; 
  • e outras discrepâncias entre o dito e feito;
  • Dois Vice-Presidentes, homens de confiança escolhidos a dedo pelo Presidente, demitiram-se no espaço de um ano: um deles associou o até então impoluto nome do Sporting Clube de Portugal a condutas criminosas.
  • O Sporting procura o terceiro treinador para a equipa de futebol no espaço de pouco mais de uma época: 
  1. os dois prévios continuam a receber ordenado sem cumprirem qualquer função dentro do Clube;  
  2. numa incapacidade sem precedentes, o Sporting encontra-se sem treinador há mais de uma semana.

Uma crença, uma fé.

Nos tempos mais difíceis desde a sua fundação, o Sporting Clube de Portugal tem conseguido prevalecer graças a exemplos e liderança de homens singulares. José Alvalade, João Rocha, Moniz Pereira, Francisco Stromp. Com um universo tão plural composto por inúmeros sócios e adeptos, só exemplos de carisma, dedicação e espírito leonino como estes conseguem promover união a níveis mais profundos. Só com os pés firmemente fincados nestas raízes de abnegação, sacrifício e vontade conseguiremos ultrapassar as tensões internas que nos limitam e sarar as feridas que persistem em nos infectar.

No dia do seu aniversário foi anunciado que o novo Pavilhão desportivo, a construir no Complexo Alvalade XXI, terá o nome estatutário de João Rocha. Uma homenagem que, embora ainda dependa da aprovação em Assembleia Geral e só existirá quando as diversas modalidades Sportinguistas de pavilhão lhe possam de facto chamar de casa, é justa e adequada a alguém que tanto fez pelo Sporting Clube de Portugal e pelo seu ecletismo.

Moniz Pereira participou ontem na cerimónia de despedida dos atletas sportinguistas que participarão nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, após algumas gerações de participações. Apesar das baixas de relevo – Francis Obikwelu, Naide Gomes e Rui Silva – participarão ainda dezanove atletas na prova maior do desporto mundial, que se espera que honrem os países que representam e o clube que os apoia.

Por estes dias, as equipas de futebol sénior começam as suas épocas desportivas. Embora ainda haja muito por definir – por exemplo, a equipa B ainda não tem definido o campo de jogos – há pequenos passos que deveriam ser tomados para intensificar a relação entre o clube e os seus apoiantes.

Tenho lido por aí uma excelente ideia que simultaneamente contribui para a homenagem e respeito à herança centenária leonina e para a consolidação do potencial e identidade mediática da equipa secundária: tornar o equipamento Stromp no equipamento principal da equipa B. Tal traria vantagens para os adeptos (que finalmente vêm o histórico equipamento ganhar alguma da relevância que merece), para o clube (por aprofundar a sua relação com a sua história), para os jogadores da equipa B (aproveitando a oportunidade para transmitir o peso de uma camisola centenária), e para os patrocinadores (que poderiam ver os seus investimentos melhor compensados).

Por outro lado, aumentar a cobertura mediática interna às diversas sessões de trabalho dos vários plantéis, com iniciativas como esta, representaria um investimento significativo para aproximar o clube daqueles que por ele sofrem e torcem. O Sporting tem que reforçar os seus laços consigo próprio para conseguir avançar.

O significado de um leão conturbado

O Sporting Clube de Portugal comemorou ontem 106 anos de história. Uma história verídica, profunda e cheia de luta, sofrimento, sacrifício, superação e sucesso.

Neste momento particular da história, o clube e o conjunto de pessoas que o define – os sportinguistas – estão a atravessar uma fase de polarização. Por entre vários graus de cinzento, os verdes mais claros e mais escuros encontraram na última Assembleia Geral um palco para demonstrar os seus contrastes. Participaram alguns sócios que, eventualmente sofrendo como os restantes pelos maus resultados mais recentes, escolhem o caminho que lhes parece mais correcto: a promoção de estabilidade, a defesa institucional e estatutária dos órgãos sociais e das suas estratégias. Participaram outros sócios que, vendo o seu clube definhar num aparente marasmo de más negociações e gestão, contratos assinados de cruz e faltas de carisma, reagem e tentam resgatar da degradação algo que também é seu.

É grave que não se questione que a SAD exija taxas de juro de empréstimo ao Clube de que faz parte e que supostamente serve, ou que não se consiga evitar partilhar um complexo desportivo, para o qual investimos fortemente, com o rival da cidade? É.

É grave que, numa conjuntura tão difícil como a presente e com um investimento tão forte e arriscado a gerir, se criem animosidades e dificuldades à gestão em vez de apontar as falhas com seriedade e evitando demagogias, efectivamente informando os consócios? Também é.

Também é grave que continuemos tão sensíveis às influências externas inclusivamente a custo do progresso do clube e melhoria da sua gestão. Um leão conturbado fraqueja quando confrontado com as suas fraquezas. Infelizmente não tive oportunidade de participar na Assembleia, mas do que assisti pareceu-me que as boas intenções tanto dos órgãos sociais como da massa associativa estão rodeadas por irracionalidades, por buscas por protagonismo e por demagogia.

O Sporting precisa de ser cuidado. Tanto pelos órgãos sociais como pelos sócios, e de forma a que uns não sejam encarados pelos outros como uma corja conspirativa e os segundos não sejam encarados como empecilhos e terroristas pelos primeiros. Um leão crispado consigo próprio não consegue avançar.