Category Archives: Andebol

Onze-doze

Nos últimos quarenta e nove dias a época desportiva do futebol do Sporting acabou com uma encenação, um bom jogo e um desperdício. Friamente, foi um final adequado para uma época agridoce. Demasiados casos, demasiadas polémicas, demasiada influência da arbitragem nos resultados.

Um campeonato irregular, com alguns bons resultados mas também com mais más exibições do que excelentes. Uma boa campanha europeia e outra boa campanha na Taça de Portugal, ambas estragadas por falta de capacidade emocional de lidar com pressão e falta de ambição e pragmatismo nos momentos decisivos. Se bem que se aceitem estas falhas numa equipa tão pouco rotinada quanto esta, ficou a ideia que uma maior capacidade de motivação e galvanização da equipa poderia ter permitido a obtenção de pelo menos um título nesta época.

A secção de futsal joga amanhã o título de campeão desta época, podendo alcançar o tricampeonato após quatro jogos geralmente bem disputados mas em que tem faltado alguma capacidade de concretização. É incrível que mesmo num espaço tão pequeno e com um jogo tão rápido se consiga fazer do anti-jogo e do cinismo uma via para o sucesso. Pondo de parte a visão clubística, não seria justo que a equipa que fez mais para vencer no conjunto dos quatro jogos até agora realizados viesse a perder o título para um conjunto e estilo de jogo cínico e provocatório, ainda que melhor financiado.

Nas restantes modalidades acabou a época em andebol com uma Taça de Portugal vencida, a mudança da equipa técnica e um plantel desejavelmente mais maduro. O ténis de mesa teve uma época notável, com a vitória do campeonato nacional e da taça, para além das conquistas nos escalões de formação. No atletismo, Naide Gomes e Obikewlu, figuras centrais na missão portuguesa e sportinguista aos Jogos Olímpicos de 2012, sofreram duras lesões na disputa dos campeonatos nacionais, pelo que estarão provavelmente arredados da competição.

Enquanto procura o sucesso desportivo que é a sua matriz identitária, o universo Sporting Clube de Portugal tenta sair das areias movediças financeiras em que se encontra alavancando-se com forte investimento imediato, fazendo depender dos resultados no curto prazo e da entrada rápida de dinheiro fresco a sustentabilidade do seu modelo de gestão.

O sucesso desta estratégia dependerá profundamente da preparação da próxima época. A abordagem ao defeso e à gestão dos planteis – onde se inclui a equipa B – determinará o sucesso dos próximos anos, tanto económica como desportivamente, e portanto, institucionalmente. Assinale-se no entanto que, e planeio desenvolver mais aprofundadamente esta reflexão noutra oportunidade, o sucesso desta estratégia também dependerá do enquadramento interno político e estratégico dentro do Sporting e junto dos sportinguistas.

Uma fusão que divide

No seguimento do artigo anterior e uma vez que já é público o projecto de fusão da SPM na SAD, julgo ser importante contrariar as tendências recentes e “despersonificar” a situação. Não se trata de quem diz defender os interesses do clube ou de quem tenta estabilizar a contabilidade da SAD.

Consultando o projecto de fusão, o mecanismo não poderia ser mais claro: para que a fusão seja feita, a SPM terá que proceder a um aumento de capital social via entradas em dinheiro no valor de 120 M€ efectuadas pelos seus accionistas  – Sporting Clube de Portugal (em 44%) e Sporting SGPS (em 56%) – o que equivale a uma pertença total ao Sporting Clube de Portugal. Este pagamento terá de ser feito para liquidar as dívidas da SPM para que a fusão possa ter lugar. Tal não parece ser mais do que dizer que, para “engordar” a SAD, o SCP absorverá dívidas num valor de 120 M€.

O que recebe o Clube em troca? Cerca de 73 milhões de acções da SAD, provenientes do aumento de capital da SAD consequente da fusão. Estas acções, com valor nominal de 1€ (portanto nominalmente 73M€), avaliadas à data de 31 de Janeiro, data de referência da fusão, valem aproximadamente a 33M€ (14,5M€ directamente e 18,4M€ via Sporting SGPS). Entretanto, a cotação tem-se mantido relativamente equivalente.

Qual é o resultado final da operação? O Sporting Clube de Portugal cede os direitos de superfície das suas infra-estruturas mais proveitosas – o Estádio José Alvalade e o Complexo Multidesportivo e incorpora 120M€ de dívida em troca de algo que nominalmente vale 73M€ mas que presentemente vale menos de metade disso.

Volto a referir, para quem se quiser informar, a localização do projecto de fusão. Foi esta a única fonte de todos os dados acima descritos. Relembro também que no ponto 3 do Artigo 6.º dos Estatutos do Sporting Clube de Portugal “depende ainda de autorização ou aprovação da Assembleia Geral [do Clube] a alienação ou oneração de participações em sociedades, excepto se tiverem a natureza de meras aplicações financeiras.” Parece-me não haver nada de “mero” nesta aplicação.

Sim, é verdade que desta forma o exercício da Sporting SAD fica (temporariamente) mais estabilizado, permitindo apresentar melhores resultados financeiros no curto prazo. Mas também é verdade que, mantendo as estruturas de custos e receitas, com um ritmo de 19M€ negativos por semestre este balão de oxigénio rapidamente se esgotará.

E quando se esgotar, o que restará ao Sporting Clube de Portugal para além de alienar a sua posição na SAD, pedaço a pedaço, para conseguir manter a sua actividade desportiva nas restantes modalidades? Faz sentido incorporar na Sporting SAD – dedicada exclusivamente ao futebol – o Complexo Multidesportivo? As modalidades ditas amadoras que nele funcionam, terão que passar a pagar renda à SAD para poderem usar os espaços que deveriam ser do Clube?

Foi constituída uma comissão técnica para dotar o processo de desenvolvimento do novo pavilhão do conhecimento de causa que possa fazer dele uma real mais valia desportiva, numa altura em que a aprovação do Plano de Pormenor se arrasta de sessão em sessão da Assembleia Municipal de Lisboa.  É de louvar esta iniciativa, uma vez que permitirá a consulta das modalidades que dele realmente dependerão.

No entanto fica a dúvida: quando for finalmente erigido, o pavilhão vai ser de quem? Do Clube, e será que vai ser recriada uma estrutura empresarial, para o gerir, equivalente à que se pretende agora eliminar? Da SAD, desvirtuando por completo o Clube e as suas mais-valias desportivas e patrimoniais, tal como visto acima com o Complexo Multidesportivo?

Quanto aos resultados desportivos recentes mais relevantes, o cenário é tudo menos regular. No andebol, a equipa terá perdido a escassa possibilidade de obter o título de campeão nacional com uma derrota doméstica contra o Madeira SAD. Restam ainda as taças – a de Portugal e a Challenge. No futebol, um panorama muito semelhante: aprofundou-se a diferença para o pelotão da frente descendo ao quinto lugar da classificação, jogando-se amanhã a primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa frente ao Metalist, às 20h05 no Estádio José Alvalade. Que, apesar de tudo, os bons resultados desportivos sejam alcançados, para que ao menos dentro de campo os nossos ideais sejam cumpridos.

Semana meio cheia

Há momentos e jogos que deviam ser iconificados e usados para demonstrar a real profundidade de ser Sporting. Quinta-feira aconteceu um desses momentos, desde o apito inicial até ao envio de um email de agradecimento por parte dos capitães pelo apoio demonstrado. É com estes exemplos que o Sporting se deve regenerar, a si próprio e à relação que escolhe manter com os Sportinguistas. Porque, tal como diz Leão de Alvalade, o Sporting fez-se grande pelos que acreditaram sempre.

Não com outro tipo de casos, como por exemplo a ginástica de bilhética que foi sendo feita ao longo da semana – o acompanhante de sócio ora pagava o preço de sócio, ora tinha o bilhete de borla. Mas, como diz o título, há que ver e valorizar os aspectos positivos para que os negativos sejam tendencialmente eliminados.

No jogo todos se superaram – até Ricky, que apesar de não ter marcado foi essencial na primeira linha de pressão sob o portador da bola – mas para mim aquele que brilhou como exemplo mais forte da reconversão foi Daniel Carriço. Raça, entrega, dedicação, num exemplo de superação tão Sportinguista quanto merecida. Seguido de perto por Izmailov, cuja evolução demonstra uma capacidade técnica e de sofrimento ímpares. Matias merecia ter feito aquele golo de longe e Carrillo também, pela demonstração técnica que deu a Nasri já nos momentos finais.

Que a estrutura directiva e equipa técnica tenham a capacidade de fazer perdurar este espírito e esta vontade de triunfar tanto no jogo de amanhã, frente ao Vitória de Guimarães, como na quinta-feira, em Manchester para o fecho dos oitavos-de-final, como para todas as restantes finais que ainda nos esperam esta época.

No Futsal, o Sporting foi eliminado da Taça de Portugal em mais uma demonstração do que o desporto nacional escolhe como base de sobrevivência: subserviência à pressão e aquisição arrogante de desempenho desportivo a qualquer preço contra a abnegação, a entrega e o valor adquirido pelo esforço. O campeonato continua hoje, às 18h30 no pavilhão Paz e Amizade, contra o Loures.

Começa hoje a fase final do campeonato Andebol 1, com o Sporting a partir a 4 pontos da liderança. Sem espaço para errar para o objectivo do título, a equipa precisa de todo o apoio possível no jogo de hoje, às 16h00 contra o Águas Santas no pavilhão do Casal Vistoso, e em todos os jogos que ainda faltam.

Ao longo da semana foram várias as notícias lançadas na temática do património, tanto futebolístico como para as restantes modalidades. As notas mais importantes são: a reconversão do relvado irá ser feita gradualmente, com a introdução de uma variedade de relva mais adequada para o clima local; o fecho do fosso será feito inicialmente nos topos, com espaços publicitários, e depois sob as centrais com um plano de bancada que dependerá da adesão dos sócios – e, digo eu, da visibilidade que retirará às filas que lhe serão anteriores. Nas modalidades, prepara-se o regresso do basquetebol e do râguebi; antecipa-se a re-estruturação do projecto do pavilhão sujeito ao Plano de Pormenor por aprovar na Assembleia Municial para uma abordagem mais integradora de várias modalidades, tendo sido contactados responsáveis de várias modalidades para colaborarem nesse processo. Esta questão do pavilhão parece-me bastante sensível; resta saber se não se tratará de mais um caso de desistir do passáro que quase canta na mão, para perseguir os outros dois que seguem em voo…

Chega o solistício

O Inverno atinge na próxima madrugada o seu momento astronomicamente mais pronunciado.

Para o futebol do Sporting, este início de Inverno tem sido algo tortuoso, sem no entanto comprometer quaisquer objectivos. Depois de jogos algo desinspirados contra o Nacional e a Académica para a Liga e contra a Lazio para a Liga Europa, a equipa tem amanhã o seu último jogo do ano. Antes do início dos jogos para a Taça da Liga e da continuação do troço mais complicado do calendário da Liga, joga-se amanhã com o Marítimo, em casa, o acesso às meias-finais da Taça de Portugal, a segunda competição mais importante do futebol nacional.

Com o jogo de amanhã definir-se-á a abordagem ao mercado e à restante época. Com uma vitória reforçamos o momento anímico do plantel e dos adeptos, ficando com caminho aberto para a final da Taça (uma vez que as meias-finais se disputam em duas mãos, o que privilegia as equipas mais fortes) e bastante mais próximos da conquista de um título nesta época-zero do novo projecto desportivo e institucional do Clube.

Logo no arranque do próximo ano teremos um jogo algo decisivo para a luta pelo título de Campeão Nacional que, juntamente com o jogo de amanhã, ajudará a definir quais as ambições ao alcance desta equipa que, apesar de recém-nascida, tem conseguido motivar e reacender as esperanças leoninas mais profundas, apesar de todas as limitações impostas ao plantel e ao futebol leonino.

Se tudo correr bem, espera-se um plantel rejuvenescido para a segunda parte da época. Tanto pelas recuperações (de preferência definitivas) dos nossos atletas tecnicamente mais dotados como por uma ou outra aquisição tendo em vista o reequilíbrio da equipa, em particular no centro da defesa. Desse ponto de vista, a equipa tem sido magistralmente dirigida e protegida na comunicação social pelos seus representantes. As declarações de Luís Duque, Eduardo Barroso, Pedro Sousa e Domingos Paciência têm contribuído, cada uma à sua maneira, para encaminhar a gestão desportiva e de comunicação do Clube para novos caminhos. Caminhos de respeito, por si próprio e exigindo-o aos outros, de responsabilidade e de sensatez no mercado e na gestão do plantel. Uma óptima evolução em relação aos anos anteriores, em particular tendo em conta o processo eleitoral que iniciou este ciclo.

No futsal, os desempenhos e as características da calendarização e competições em que estamos envolvidos têm permitido um momento tranquilo, esperando-se que o plantel consiga ser recuperado na medida do possível com alguns complementos adquiridos no mercado de Inverno, para as etapas mais decisivas da época.

Por outro lado, no andebol, os resultados têm sido fortemente afectados por faltas de consistência defensiva e acutilância ofensiva (e, como sempre, influência “arbitrária”) que o plantel não justifica nem merece. Para além de tudo isto, as assistências verificadas no pavilhão de Casal Vistoso estão longe do desejável para uma modalidade com o historial e importância do andebol do Sporting Clube de Portugal. Que um ano novo traga mais sucesso também nesta modalidade!

Um ponto e eliminatória passada

Um empate no Andebol, conseguido em cima da hora depois de muito esforço, com possibilidade de virar o jogo a nosso favor a dois segundos do fim com um livre directo defendido por um ex-leão. O campeonato está perfeitamente ao alcance, mas é essencial que não se ofereçam mais pontos. Mais consistência defensiva e acutilância atacante serão o suficiente para termos uma equipa mais competente do que temos apresentado e que possa obter de uma vez por todas o título que nos escapa há algumas épocas.

Uma vitória no Futebol, num jogo bem disputado dentro das limitações “arbitrais” possíveis. Algumas falhas de organização defensiva, mas com os dois golos obtidos à leão, nos primeiros 25 minutos, a permitir gerir o restante encontro com alguma cabeça fria. Se não fosse a arbitragem consistentemente interruptória e inconsistente, teria sido um belo espectáculo de futebol, com mais golos e menos tentativas de desestabilização disciplinares. Mas enfim, contingências do futebol português. Assinalo também a gritante diferença entre a maior parte dos resumos e a percepção dos muitos milhares de pessoas que realmente viram o jogo, no estádio ou pela televisão.

É cada vez mais essencial ter espírito crítico para ser sportinguista acima do que nos querem fazer pensar e sentir.

De novo na Final Four

Fonte: Facebook Sporting

Mais uma vez e pelo segundo ano consecutivo, a equipa de futsal consegue o apuramento para a Final Four da UEFA Futsal Cup numa grande demonstração de força de vontade e de abnegação.

Depois de uma primeira parte desastrosa, os leões em campo e os leões na bancada conseguiram motivar-se uns aos outros e arrancar algo que poderia parecer, à partida, perdido para a cínica equipa de Tbilissi. Foi memorável a forma como o público os ajudou a recuperar animicamente dos golos sofridos e dos erros da primeira parte, e a forma como a equipa conseguiu convencer a assistência que era possível, que estava ao nosso alcance, ao alcance deles, virar o resultado a nosso favor. Indiscritível para ambos a obtenção do quinto golo, após uma jogada cheia de vontade e garra leonina.

Numa fase em que o plantel sofre bastante com lesões e com uma sequência de jogos com aproveitamento na finalização sofrível, esta meta cumprida deve contribuir para dar fôlego. Para estabilizar a equipa. Para que algumas falhas resultantes do desgaste e da pressão possam ser minoradas e problemas físicos possam ser compensados com ânimo. Para que eles possam trabalhar ao máximo de forma a conseguir uma época que tem tudo para ser histórica.

Seguem-se os embates decisivos contra as equipas de Braga, em Andebol e Futebol. Que não falte o apoio a ambas as equipas leoninas, apoio dificultado pela distância geográfica. Que ambas as equipas consigam lutar e vencer com dedicação.

Fim-de-semana de decisões

Espera-nos um fim-de-semana difícil, com vários testes exigentes.

Já amanhã, às 17h00, a equipa de Futsal joga a última partida da Ronda de Elite da Taça UEFA Futsal contra o Iberia Star, de Tbilissi. Espera-se um Pavilhão Multiusos de Odivelas com lotação quase esgotada, vibrante no apoio aos leões. O desempenho na prova tem sido algo irregular, com muitos problemas na finalização e as crónicas limitações clínicas desta época. No entanto, com muita raça e empenho, a equipa  segue no topo do grupo com duas vitórias, conseguindo assegurar a passagem à Final Four com um empate ou uma vitória amanhã frente à equipa georgiana.

No andebol joga-se às 17h30 de domingo a 12ª jornada do campeonato nacional, desta vez contra o ABC, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. Em dia de jogo de futebol para a taça menos de três horas depois, a assistência será provavelmente inferior ao desejável. A equipa de andebol tem feito um campeonato bastante razoável, podendo assegurar o primeiro lugar da tabela com uma vitória neste encontro. Depois de duas vitórias contra os grandes rivais, apenas a derrota contra o ABC (na primeira mão, em Braga) e com o Águas Santas (na Maia) maculam o trajecto do Sporting. Com concentração e esforço, só depende dos leões o alcance do topo da tabela.

Para fechar o fim-de-semana temos o jogo da IV Eliminatória da Taça de Portugal, às 20h15 no Estádio José Alvalade, contra o SCBraga. Espera-se um jogo tenso, fortemente táctico, entre duas equipas e equipas técnicas que se conhecem bem mutuamente. Ainda sem informações definitivas acerca de quais os jogadores realmente disponíveis, Domingos Paciência não terá um trabalho fácil a escalonar e preparar a equipa para enfrentar o seu anterior emblema. No entanto, o apoio e calor vindo das bancadas poderão ser um factor essencial para desbloquear um jogo difícil.  Que a equipa seja capaz de corresponder com um bom jogo de futebol e que haja  uma arbitragem a altura.

Com todos estes encontros decisivos, surgem ainda algumas questões de fundo que não são menos decisivas:

– Num clube ecléctico como o Sporting, como é possível que continuemos com os encontros das diversas modalidades, em particular estas com maior capacidade mediática e de atracção de apoiantes, tão espacialmente distantes uns dos outros? Quanto se perde, ou não se ganha, em afirmação e aprofundamento de espírito leonino (e, porque não, em receitas) por não ter um pavilhão junto ao estádio? Quais as reais perdas associadas a esta falta de sinergia? Quanto mais se irá perder até que este vácuo seja ocupado?

– Qual a melhor forma de defender o Sporting de meios de comunicação social que privilegiam a tiragem e a venda e consumo rápido, sem considerações éticas e deontológicas acerca do “jornalismo” que praticam?

– Para quando uma defesa séria e institucional da formação e da aplicação de mecanismos que contribuam para a sua valorização, como a introdução de equipas B num escalão competitivo ou o estabelecimento de quotas mais exigentes na construção de planteis de futebol? Como potenciar a nossa inquestionável capacidade formadora de forma a alicerçar o bom desempenho do plantel principal e do departamento de futebol?

Quando as coisas correm bem

Fonte: Agência Lusa

Sem grande tempo para reflexões, refiro:

– A vitória expressiva contra o Gil Vicente. Foi uma exibição a espaços fantástica. Como é normal numa equipa com pouco mais de três meses, ainda há algumas coisas por melhorar, mas para isso está lá Domingos e restante equipa técnica. Na conferência de imprensa que se seguiu, Paciência sublinhou a exibição, o resultado e a comunhão com os adeptos como contraponto às tentativas de instigação de euforia. Eu acrescento a atitude do próprio treinador, a desmontar o excelente momento de forma em que a equipa se encontra como um simples degrau a caminho de uma melhor forma, de maior estabilidade e serenidade dentro de campo. E nota-se que também é uma mensagem para dentro uma vez que o próprio Bojinov transmitiu isso mesmo, como imagino que qualquer jogador faria no seu lugar: que estamos em crescimento, que as coisas estão bem mas estamos a trabalhar para que corram melhor, e que o mais importante neste momento é só (tal como deveria ser sempre) ganhar o próximo jogo.

– O avolumar da riqueza e profundidade do plantel. Só como exemplo e mesmo com dois lesionados, para as posições médio-ofensivas temos agora cinco titulares, sem contar com a posição de ponta-de-lança, onde Bojinov finalmente quebrou o gelo do primeiro golo (e segundo) com a camisola verde e branca. Ainda existe uma ou outra fragilidade por precaver no plantel, mas pode-se dizer que o plantel ficou mais profundo desde o início da época.

– A inversão total de abordagem da comunicação social à equipa de futebol do Sporting. De um conjunto de maus investimentos e maus resquícios dos planteis que se teriam vindo a suceder, que quando pontuava era só porque tinha tido sorte, o meio jornalístico trata agora a equipa como a nova maravilha futebolística, enquadrando cada jogador resistente de outras épocas como um talento renascido e cada nova aquisição como a próxima revelação do campeonato. Trata-se claramente de uma tentativa de criação de euforia leonina descontrolada e de aproveitamento da boa situação desportiva da modalidade no clube. Cabe a nós, Sportinguistas, saber encarar esta nova atitude como a antiga: com a inteligência e distância que merece.

– A aprovação do Plano de Pormenor para a construção do pavilhão só pode ser uma boa notícia para um clube ecléctico como o Sporting, pecando apenas por demasiado tardia, tendo em conta a conjuntura económica e o desinvestimento a que o espaço tem estado entregue. Antevejo ainda assim um processo moroso e doloroso de captação de investidores, projecto e construção propriamente dita, mas que espero no final tenha valido a pena. Para que esta situação se resolva o mais depressa possível, cada Sportinguista pode contribuir ao apoiar mais activamente as equipas de Futsal, Andebol e Hóquei em Patins, demonstrando assim uma maior adesão e contribuindo para que o clube tenha condições mais favoráveis de negociação e seja de certa forma pressionado para concluir a construção do pavilhão mais depressa. Que seja um espaço digno, à altura das muitas glórias que se esperam vir a cumprir e da história e potencial das diversas modalidades que assim ganharão uma casa verdadeiramente sportinguista.

Para quem não tinha tempo, não está mal. Até à próxima!

Fecho do fim-de-semana

Mais um fim-de-semana que termina e vários foram os sucessos do clube nas mais variadas modalidades e escalões. Vitórias no Hóquei em Patins, Andebol, Futsal, e mais um campeão nacional de Judo com as nossas cores coloriram de glória leonina estes dias, resultado de esforço, dedicação e devoção em várias disciplinas e campos. Mais uma vez, os nossos atletas provam com os seus desempenhos a importância que representa para o clube a construção de um pavilhão que permita centralizar junto do Estádio de Alvalade, se bem que infelizmente não sob o mesmo tecto, a actividade desportiva Sportinguista.

A direcção do Clube tem que se convencer do potencial de reforço e incentivo ao espírito e valores Sportinguistas que uma tal proximidade geográfica representa, inclusivamente em termos de receitas – basta reconhecer que não existem Lojas Verdes nos nossos entrepostos alugados. Os nossos putativos patrocinadores e apoiantes para a construção de uma infra-estrutura tão fulcral têm que ser persuadidos da representatividade e relevância deste investimento não só para o clube mas para o desporto nacional.

Relativamente às movimentações directivas relativamente às listas candidatas às eleições da FPF, por mais que reflicta não consigo compreender o que se passa. Qual a estratégia, se é que existe. A realidade da situação pode muito bem ser uma orquestração estratégica dissimulada de apoio a várias listas tendo em conta os interesses superiores do Sporting. Mas também pode ser um aproveitamento pessoal e individualista da parte de Luís Duque do poder mediático que tem para sustentar a criação de uma lista alternativa à hegemonicamente construída com Fernando Gomes, só sabendo o próprio com que propósitos. Aguardam-se os próximos episódios.

À parte de todos estes eventos está o jogo de amanhã contra o Gil Vicente, em Alvalade. Espera-se o onze possível tendo em conta as limitações clínicas, espera-se uma casa composta e participativa apesar das condições meteorológicas, e espera-se mais um bom jogo culminando em mais uma vitória deste belo grupo de leões que se afirma e reforça de jogo para jogo. Lá estarei!

O clube mais titulado a nível europeu

Judo Sportinguista em grande na Hungria

Sérgio Paiva garantiu a medalha de ouro, eliminando categoricamente no primeiro combate um atleta italiano por 4-0, no segundo combate um atleta sérvio por 4-0, no terceiro um romeno por 3-0 e na final, um atleta inglês por 4-3.

Já no domingo e último dia de competição destes europeus, Rodrigo Borrega, sagrou-se vice-campeão europeu, tendo igualmente o atleta Diogo Fernandes obtido a medalha de prata. Neste último dia disputou-se a prova “rainha” destes europeus (Team Rotation), tendo a prestação «leonina» no escalão júnior, por equipas, superado todas as expectativas.

Em sporting.pt

O Sporting  é neste momento o clube europeu com mais praticantes das suas modalidades vencedores de títulos europeus.

Para além do Karaté aqui homenageado, fomos campeões europeus pelo Futebol em 1964, vencendo a Taça dos Clubes Vencedores de Taças.

No Atletismo, fomos campeões com Rui Silva em 2009 e 2002, Obikwelu duplamente em 2008, Naide Gomes em 2005, Ana Dias em 2001, José Regalo, Domingos Castro e Alberto Maravilha em 1997, Carlos Calado em 1997, José Regalo e Vítor Almeida em 1996, Domingos Castro e Alberto Maravilha em 1994.

No Andebol, ganhámos a Taça Challenge em 2010.

No Hóquei em Patins, ganhámos a Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1997 e a Taça dos Vencedores das Taças em 1981, 1985 e 1991.

No Ténis de Mesa, fomos campeões em 2001 com João Pedro Monteiro e em 2011 com Diogo Chen.

No Judo, fomos campeões da Europa por João Pina em 2010 e 2011.

Ainda esta época desportiva, tal como na anterior, teremos a oportunidade de disputar o titulo europeu em Futsal. Se vencermos, será a oitava modalidade, à frente das quatro do Barcelona e das três do Real Madrid, que fecham o pódio dos clubes com mais modalidades tituladas a nível europeu.

O Sporting é um clube maior que os maiores da Europa.