Alvos preferenciais

Ricky

Ontem tivemos mais alguns excelentes exemplos, sintomáticos do que é ser Sporting Clube de Portugal no futebol português neste momento da sua e da nossa história.

O único ponta-de-lança do plantel, já vendido fora de mercado de transferências por suposta necessidade e suspeitável ganância, faz uma excelente exibição marcando os 3 golos e enviando um míssil à barra. Ricky, na sua curta carreira leonina, leva sete golos em quatro jogos contra o Braga (dois hat-tricks).

O recém-eleito presidente Bruno de Carvalho participa como delegado, sentando-se no banco e demonstrando mais envolvimento emocional e motivacional que muito poucos dos seus antecessores possuíram. Não sendo a atitude mais convencional, compensa em algo que faz falta ao Sporting para que consiga recuperar a sua identidade: raça e carisma.

André Martins também teve um papel preponderante no jogo de ontem, em particular enquanto a frescura física durou. Mostrou ter potencial para, numa época sem lesões ou desaparecimentos misteriosos, ser um titular essencial no onze da equipa. Um pouco à semelhança do que se passou com Cédric: depois de ter sido escudado das suas exibições mais fracas, regressa agora à titularidade no lugar do seu substituto. Que tenha a capacidade de agarrar o lugar, e teremos um quarteto defensivo mais comspetente e talentoso na próxima época. A propósito, julgo que o comportamento do quarteto defensivo após a (injusta) expulsão poderá ajudar o treinador a rever a sua abordagem. Porque não apostar em Rojo-Ilori-Dier-Cedric?

Quem assistiu ao jogo prestando atenção ao comentadores, ou quem valorize a opinião de paineleiros profissionais, diria que o jogo de

ontem foi bem disputado e com uma arbitragem razoável, eventualmente até pecando por benefício do Sporting. É esse o poder das máquinas de construção e disseminação narrativa. Eu vi um Sporting personalizado, a controlar a partida na sua primeira parte, que teve a infelicidade de conceder por mau ajuste defensivo e falta de capacidade de pressão (que se passa, Rinaudo?) os dois golos de empate. Na segunda parte, vi o desgaste físico a quebrar o jogo e vi uma equipa a condicionar o resultado primeiro com o penálti não assinalado sobre Capel e depois com a expulsão equivocada de Joãozinho. A partir daí era natural que o Braga conseguisse controlar o ritmo no jogo, tal como fez a espaços, mas não deve ser invertida a ordem dos factores.

Vi também um grupo de jovens leões que, na face da desvantagem e das dificuldades impostas pelas outras equipas, conseguiu triunfar com um golo belíssimo em cima do apito final. Para que todos nós, do presidente ao adepto mais recente, não nos esqueçamos: pra vingar, há que trabalhar mais e melhor que os outros. A todos os níveis.

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About Reflexivo Leonino

Sportinguista reflexivo.

Posted on 2 Abril, 2013, in Época 2012/2013, Dirigismo, Futebol, Reflexivo, Sporting. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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