Hora de escolher

Não poderia deixar acabar o dia de hoje sem comentar a campanha eleitoral e deixar uma nota final sobre as eleições de amanhã. A  campanha eleitoral culminou com os debates realizados esta semana e, ao contrário do que tenho lido por aí, achei-os esclarecedores. Mas não no sentido tradicional; os debates serviram para identificar, vendo para além do frenesim mediático criado com essas iniciativas, os papeis dos intervenientes.

Quem surge por carolice, com as soluções possíveis mas com genuína vontade de ajudar, à sua maneira, a resolver os problemas do Sporting Clube de Portugal, mesmo que obviamente limitado dos pontos de vista comunicacional, desportivo e da capacidade de gestão.

Quem, usando o seu estilo provocatório e obstinado muito próprio, se alicerça no trabalho desenvolvido ao longo de anos de participação activa na vida do clube, num projecto de gestão desportiva e financeira amadurecido e numa equipa que, apesar de imperfeita por apresentar alguns elementos de influência demasiado politizada,  não esconde a sua própria responsabilização em elementos a contratar ou comissões de gestão remota.

Quem, tendo sido arregimentado nas condições que se conhecem, se faz valer do seu passado sofrível no futebol para esconder a sua falta de capacidade decisória e impreparação para a função e respectivas responsabilidades, se serve das suas bases “notáveis” de apoio para criar uma campanha de escala  e mobilização artificiais, se suporta numa equipa que ameaça ser a ponta de um iceberg de profundidades insondadas (embora não propriamente desconhecidas) e que expõe o seu real carácter e verticalidade quando confrontado com factos e ligações indiscutíveis do seu passado.

Quem se apresenta, no órgão em que a independência deveria ser o critério mais relevante, como única lista realmente desassociada de outros candidatos e correntes de influência histórica no clube.

Pessoalmente, tenho as minhas escolhas definidas. Entre um caminho de esperança, de renovação, de carisma e galvanização de massas, e outro de serviço a interesses,  silenciamento associativo, prepotência e alheamento, nem poderia fazer outras escolhas.

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Posted on 22 Março, 2013, in Dirigismo, Eleições 2013, Reflexivo, Sporting. Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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