Monthly Archives: Novembro 2011

As relações que não nos interessam

O Sportinguezinho acabou. Por coincidência ou não, a ausência de Godinho Lopes como presença máxima da instituição num jogo fora, sendo substituído por Paulo Pereira Cristóvão na representação, marcou uma tomada de posição fortíssima na defesa dos interesses e da imagem e dignidade dos Sportinguistas que acompanharam a equipa.

Por muito que a imprensa não o queira fazer saber, o ambiente que rodeou este jogo foi marcado por uma recepção segregacionista, com pressões ilegais e condicionamentos aos adeptos e sócios, e aos jogadores e à equipa leonina, com vinte minutos de nevoeiro-de-artifício e ponteiros de laser que, convenientemente, fizeram marcação ao primeiro, ao segundo e a todos os postes possíveis e imaginários. Ainda assim, nada desculpa o vandalismo na hora de saída, principalmente depois do exemplo dado de apoio incondicional à sua equipa, inclusivamente na despedida, depois de confirmado o resultado final.

Não obstante o crime praticado, ficou clara a falta de desportivismo e capacidade de receber em paz os adeptos visitantes, pertencentes e não pertencentes a grupos de apoio oficiais do Sporting. Neste momento, grassa entre instituições e através dos meios de comunicação uma batalha de comunicados e acusações.

O Sporting tem que se defender, límpida e honestamente e sem entrar em polémicas desnecessárias, ajudando a investigar o que tiver de ser investigado, respeitando dentro dos mínimos aceitáveis quem tiver que respeitar, mas sem dar mais sinais de graciosidade imerecida, seja a quem for.

Mais uma vitória moral

Dentro de campo, vi uma equipa com vontade de vencer. Infelizmente traída por dois lances de bola parada estudados (embora um deles tenha ido ao poste), a equipa do Sporting não conseguiu ter cabeça fria para explorar melhor a superioridade táctica e mais tarde numérica imposta no relvado.

Na antevisão da partida, ambos os treinadores falaram de transições ofensivas rápidas (um melhor do que o outro…); qualquer pessoa que tenha visto o jogo viu também quem jogou na expectativa, com ratice, com as ditas transições como principal movimentação atacante, e quem tentou jogar através de apoios e bola controlada. Apenas uma eficácia frente à baliza nula evitou aquilo que deveria ter sido uma vitória justa do Sporting. É também de lamentar a lesão muscular de Matias Fernandez.

Isso e uma arbitragem algo condicionadora desde o primeiro minuto, em que o critério para amostragem de cartão foi algo errático. Para não falar no penalty não assinalado sobre Onyewu. A expulsão de Cardozo veio dificultar a manobra ofensiva do Sporting, uma vez que a partir desse momento que Jesus decide, naturalmente, encostar o bloco à sua grande área para popular as potenciais linhas de passe e assegurar o resultado.

Podíamos ter tido mais sorte na finalização, em particular por Elias (mas também por Wolfswinkel, logo num lance no início da primeira parte), mas também faltou bastante discernimento na construção ofensiva, em que se optou demasiadas vezes pelo passe longo para a frente sem consequências práticas. Ainda assim, fomos desportivamente superiores ao adversário num jogo demasiado emotivo para desenrolar com o tempo e a qualidade futebolística de que a equipa ainda precisa para crescer.

Fora de campo, tudo parecia bem encaminhado para uma demonstração de desportivismo e civismo, quer na chegada ao estádio quer do decorrer do jogo. Do outro lado, tudo foi permitido – ponteiros, tochas incendiárias, arremessos variados para o relvado. No entanto e já muito depois de sair o último adepto benfiquista das bancadas, os adeptos sportinguistas, ainda retidos nos sectores segregados, terão aparentemente forçado a saída com a provocação de um pequeno incêndio nas bancadas. As condições em que foram recebidos, manifestamente insuficientes e desrespeitosas para com clientes que pagaram por um lugar para assistir ao jogo, não justificam a atitude tomada. Quem sai a perder é o Sporting Clube de Portugal, a sua imagem institucional e a imagem dos próprios sócios e adeptos.

Nas malhas da rede

As semanas que antecedem o derby são sempre ricas em polémicas, entrevistas e anúncios cruzados, e no mais variado tipo de pressões mais ou menos directas. Desta vez, a direcção visitada decidiu testar os sócios, adeptos e direcção visitante com um exercício de discriminação activa e sem vergonha, com o claro objectivo de condicionar os seus comportamentos e de eliminar qualquer hospitabilidade que pudesse restar.

Questiona-se naturalmente a valia do equipamento em si, uma vez que não se trata de uma inovação eventualmente presente noutros países; pelo contrário. Existem sim, noutros países, resquícios de práticas e paradigmas em que os adeptos – tanto próprios como visitantes – eram encarados como inimigos a manter isolados uns dos outros, validando quaisquer comportamentos violentos que possam ocorrer entre as “facções”. Questiona-se também a temporização da medida, assim como o seu enquadramento regulamentar e legal. Se se tratava de uma medida assim tão importante e transversal aos adversários, porque não tratar do seu licenciamento e aprovação a tempo do início da temporada? Será aceitável que um gestor de um equipamento desportivo de uso público possa simplesmente decidir transformá-lo sem dar cavaco a ninguém antes de o fazer?

Como resposta a esta tentativa de desestabilização grotesca – pior, só se instigassem à violência física directamente – a direcção do Sporting teve uma das suas melhores acções desde que tomou posse. Comprometendo-se a juntar-se aos seus consócios e adeptos na bancada guetizada e declinando os convites da outra direcção, a direcção do Sporting resolve dois problemas de uma só penada. Por um lado, contribui directa e indirectamente para o alívio das tensões entre adeptos dos dois clubes, em particular durante o jogo e nas bancadas, ao contrário do que tentou a sua homóloga visitada. Por outro, dá um claro sinal de e para a união entre adeptos, sócios, órgãos sociais e equipa, contribuindo para a sua coesão – independentemente do resultado do jogo propriamente dito.

Aconteça o que acontecer durante o jogo, no relvado, espero que o Sporting saia fortificado deste episódio, em particular no que toca à centralidade da elevação, decência e dos ideais leoninos na sua forma de ser e agir. É essencial que não respondamos à provocação com algo ao mesmo nível, nem durante o próprio jogo nem nas recepções ao outro clube. No Sporting Clube de Portugal, ganha-se dentro do campo e de acordo com as regras.

Um ponto e eliminatória passada

Um empate no Andebol, conseguido em cima da hora depois de muito esforço, com possibilidade de virar o jogo a nosso favor a dois segundos do fim com um livre directo defendido por um ex-leão. O campeonato está perfeitamente ao alcance, mas é essencial que não se ofereçam mais pontos. Mais consistência defensiva e acutilância atacante serão o suficiente para termos uma equipa mais competente do que temos apresentado e que possa obter de uma vez por todas o título que nos escapa há algumas épocas.

Uma vitória no Futebol, num jogo bem disputado dentro das limitações “arbitrais” possíveis. Algumas falhas de organização defensiva, mas com os dois golos obtidos à leão, nos primeiros 25 minutos, a permitir gerir o restante encontro com alguma cabeça fria. Se não fosse a arbitragem consistentemente interruptória e inconsistente, teria sido um belo espectáculo de futebol, com mais golos e menos tentativas de desestabilização disciplinares. Mas enfim, contingências do futebol português. Assinalo também a gritante diferença entre a maior parte dos resumos e a percepção dos muitos milhares de pessoas que realmente viram o jogo, no estádio ou pela televisão.

É cada vez mais essencial ter espírito crítico para ser sportinguista acima do que nos querem fazer pensar e sentir.

De novo na Final Four

Fonte: Facebook Sporting

Mais uma vez e pelo segundo ano consecutivo, a equipa de futsal consegue o apuramento para a Final Four da UEFA Futsal Cup numa grande demonstração de força de vontade e de abnegação.

Depois de uma primeira parte desastrosa, os leões em campo e os leões na bancada conseguiram motivar-se uns aos outros e arrancar algo que poderia parecer, à partida, perdido para a cínica equipa de Tbilissi. Foi memorável a forma como o público os ajudou a recuperar animicamente dos golos sofridos e dos erros da primeira parte, e a forma como a equipa conseguiu convencer a assistência que era possível, que estava ao nosso alcance, ao alcance deles, virar o resultado a nosso favor. Indiscritível para ambos a obtenção do quinto golo, após uma jogada cheia de vontade e garra leonina.

Numa fase em que o plantel sofre bastante com lesões e com uma sequência de jogos com aproveitamento na finalização sofrível, esta meta cumprida deve contribuir para dar fôlego. Para estabilizar a equipa. Para que algumas falhas resultantes do desgaste e da pressão possam ser minoradas e problemas físicos possam ser compensados com ânimo. Para que eles possam trabalhar ao máximo de forma a conseguir uma época que tem tudo para ser histórica.

Seguem-se os embates decisivos contra as equipas de Braga, em Andebol e Futebol. Que não falte o apoio a ambas as equipas leoninas, apoio dificultado pela distância geográfica. Que ambas as equipas consigam lutar e vencer com dedicação.

Fim-de-semana de decisões

Espera-nos um fim-de-semana difícil, com vários testes exigentes.

Já amanhã, às 17h00, a equipa de Futsal joga a última partida da Ronda de Elite da Taça UEFA Futsal contra o Iberia Star, de Tbilissi. Espera-se um Pavilhão Multiusos de Odivelas com lotação quase esgotada, vibrante no apoio aos leões. O desempenho na prova tem sido algo irregular, com muitos problemas na finalização e as crónicas limitações clínicas desta época. No entanto, com muita raça e empenho, a equipa  segue no topo do grupo com duas vitórias, conseguindo assegurar a passagem à Final Four com um empate ou uma vitória amanhã frente à equipa georgiana.

No andebol joga-se às 17h30 de domingo a 12ª jornada do campeonato nacional, desta vez contra o ABC, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures. Em dia de jogo de futebol para a taça menos de três horas depois, a assistência será provavelmente inferior ao desejável. A equipa de andebol tem feito um campeonato bastante razoável, podendo assegurar o primeiro lugar da tabela com uma vitória neste encontro. Depois de duas vitórias contra os grandes rivais, apenas a derrota contra o ABC (na primeira mão, em Braga) e com o Águas Santas (na Maia) maculam o trajecto do Sporting. Com concentração e esforço, só depende dos leões o alcance do topo da tabela.

Para fechar o fim-de-semana temos o jogo da IV Eliminatória da Taça de Portugal, às 20h15 no Estádio José Alvalade, contra o SCBraga. Espera-se um jogo tenso, fortemente táctico, entre duas equipas e equipas técnicas que se conhecem bem mutuamente. Ainda sem informações definitivas acerca de quais os jogadores realmente disponíveis, Domingos Paciência não terá um trabalho fácil a escalonar e preparar a equipa para enfrentar o seu anterior emblema. No entanto, o apoio e calor vindo das bancadas poderão ser um factor essencial para desbloquear um jogo difícil.  Que a equipa seja capaz de corresponder com um bom jogo de futebol e que haja  uma arbitragem a altura.

Com todos estes encontros decisivos, surgem ainda algumas questões de fundo que não são menos decisivas:

– Num clube ecléctico como o Sporting, como é possível que continuemos com os encontros das diversas modalidades, em particular estas com maior capacidade mediática e de atracção de apoiantes, tão espacialmente distantes uns dos outros? Quanto se perde, ou não se ganha, em afirmação e aprofundamento de espírito leonino (e, porque não, em receitas) por não ter um pavilhão junto ao estádio? Quais as reais perdas associadas a esta falta de sinergia? Quanto mais se irá perder até que este vácuo seja ocupado?

– Qual a melhor forma de defender o Sporting de meios de comunicação social que privilegiam a tiragem e a venda e consumo rápido, sem considerações éticas e deontológicas acerca do “jornalismo” que praticam?

– Para quando uma defesa séria e institucional da formação e da aplicação de mecanismos que contribuam para a sua valorização, como a introdução de equipas B num escalão competitivo ou o estabelecimento de quotas mais exigentes na construção de planteis de futebol? Como potenciar a nossa inquestionável capacidade formadora de forma a alicerçar o bom desempenho do plantel principal e do departamento de futebol?

Leões facilitam a Palancas

Ponto prévio: o regresso do Sporting Clube de Portugal ao continente africano e a Luanda é, em si próprio, um excelente passo de afirmação do clube no espaço lusófono. Mais do que o resultado, era essencial que se reforçasse a presença do clube e os seus laços com alguns dos seus adeptos mais longínquos do Estádio José Alvalade.

Por um lado, porque o único contacto que esses adeptos conseguem manter com o clube é intermediado por meios de comunicação enviesados que pintam a realidade futebolística e desportiva nacional nas matizes que mais pretendem beneficiar. Por outro lado, porque não há nada que ganhe mais simpatizantes do que ver atletas, ou não os vendo, saber que estão por perto, a transmitir através do seu desempenho aqueles que são os conceitos estruturalmente inclusos no Sporting Clube de Portugal: o Esforço, a Dedicação e a Devoção. A honrar a camisola centenária, tendo em vista a obtenção do melhor resultado desportivo possível, sempre, a vitória.

E é aqui que os porcos torcem os rabos em deleite e os leões eriçam a juba em desconforto.

A maior falha desta operação de charme angolana não foi a calendarização, nem a troca comercialista com um regime autoritário, nem o azar de não ter uma equipa mais experimentada e capaz disponível, nem ter convocado sete júniores para um amigável com uma selecção, nem ter arriscado um onze com entrusamento escandalosamente baixo.

A maior falha foi a abordagem ao jogo não ter respeitado, ao contrário do que disse Domingos, o nome e a história do Sporting. Entre abordar o jogo com atitude ganhadora, incutindo-a também e de uma vez por todas aos jogadores, e arriscar alguma matreirice na abordagem ao jogo com a gestão mais fria e racional possível dos jogadores à disposição e das suas expectativas, Domingos escolheu a segunda. Podia ter corrido bem, mas uma falta de sorte e cabeça fria nas primeiras oportunidades (tanto próprias como do adversário) ditaram o destino do jogo.

Nesta “jornada” e com todo o mérito, Domingos pode ter ajudado a equilibrar o clube e o plantel, tanto financeiramente como física e clinicamente. Mas perdeu uma bela oportunidade para incutir nos jogadores menos usados (e aparentemente menos motivados) a responsabilidade e importância de jogar do Sporting, seja em Alvalade ou Luanda. E também perdeu uma bela oportunidade de conquistar mais adeptos e simpatizantes em Angola, expondo-se também, a si próprio e à sua equipa e a todos os Sportinguistas, à previsível chacota, pelo menos até à próxima vitória categórica.

Mudança de ciclo

Fonte: José Sena Goulão/Lusa

O Sporting tem mostrado sinais de que entrou num novo ciclo – um ciclo virtuoso e optimista, em que os problemas que vão surgindo são encarados de frente e ultrapassados, servindo para nos tornar mais fortes em vez de nos impedirem de cumprir os nossos objectivos.

A disponibilidade do plantel encontra-se fortemente vincada por variadíssimas lesões graves e muito graves, limitando principalmente aqueles jogadores que à partida seriam considerados primeiras escolhas. Os restantes jogadores, em particular os mais cotados, apresentam cargas de esforço acima do recomendável, tendo tido um jogo a milhares de quilómetros de distância escassas 72 horas antes do encontro de ontem.

Dadas as limitações, um onze novo é estreado. Um central faz a sua estreia na equipa principal, logo a titular, e na primeira intervenção mais exigente que tem na partida comete um erro que custa à equipa a vantagem no marcador mais que merecida.

Num jogo que tinha tudo para correr bem, dá-se o empate, desmerecido, fazendo com que a equipa visitante se motive e endureça uma atitude já bastante agressiva (devidamente coberta pela arbitragem), ao mesmo tempo que os leões se começam a ressentir do alto ritmo e do calendário preenchido. As alterações de forma e confiança das duas equipas fazem tremer a assistência, a melhor casa para campeonato da época até à data. Afinal, a conjugação dos resultados dos rivais mais directos criara uma pressão adicional sobre o resultado final do jogo.

No final do jogo dois adeptos, na disputa pela camisola de um dos leões, caem para o fosso que os separa do relvado, numa queda de mais de cinco metros.

O Sporting dos últimos anos teria capitulado na face destes acontecimentos.

Este ano? Com muito esforço, dedicação e devoção os jogadores escalonados conseguem obter e assegurar uma vitória importantíssima, chegando à pausa de Novembro com graves carências físicas, que se espera que sejam na maior parte dos casos compensadas, mas com um forte sentimento de dever cumprido. Os jogadores ausentes contribuem invisivelmente para motivar e agregar uma equipa que se bate por si própria, pelo clube, pelos apoiantes, mas também por eles, pelo plantel como unidade. O público perdoa Ilori, dando-lhe espaço mental e anímico para conseguir uma exibição razoável, ancorando aquele que seria à partida o ponto mais fraco da defensiva leonina. Milagrosamente – ou então graças à tarja que os liberta para a queda – os dois adeptos saem sem grandes mazelas para além de um braço partido, e Capel mostra o bom homem que é, indiciando também o grande sportinguista em que se está a tornar.

O Sporting encontra-se à passagem do primeiro terço do campeonato a um ponto da liderança, apresentando futebol mais apelativo e positivo do que os clubes que a ocupam. Não devendo ser um ano de grandes expectativas, os dados estão lançados para uma época que tem tudo para ser positiva – saibamos evitar os condicionalismos de todas as ordens e resistir-lhes quando tal não for possível.

O Sporting está de volta!

União contra a União

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O Sporting regressa amanhã a casa, numa fase marcada por alguns problemas de disponibilidade física. Alguns problemas são crónicos e de longa duração, outros mais recentes e traumáticos, mas todos influenciam a profundidade do plantel disponível para a abordagem ao jogo com a União de Leiria.

Ironicamente, encontramo-nos num ponto da época em que importa fortificar a união leonina. Entre os jogadores em campo, uma vez que a perda por lesão de Fabian Rinaudo por três meses, jogador preponderante na manobra defensiva da equipa, vem exigir maior solidariedade entre os leões na abordagem aos lances e na gestão de posse de bola. Entre todos os jogadores do plantel, porque é nesta altura que se têm que forjar novas dinâmicas de entendimento que permitam obter bons resultados desportivos que possam homenagear os colegas forçosamente ausentes, motivando-os para o futuro. Entre a equipa técnica e o plantel para que quem está disponível, bem- ou menos bem-amado, consiga dar tudo de si em prol do Sporting, sem individualismos nem quebras de concentração e agressividade. Entre o público leonino e a equipa, para que esta se sinta acompanhada e tonificada pelo apoio que tem que ser o mais forte e abrangente possível, e para que aquele se sinta representado e defendido em campo.

Recebemos uma equipa que tem vindo a estabilizar sob a orientação de Cajuda, um velho conhecido do futebol português e do Sporting, e portanto deverá ser um jogo não tão fácil de abordar quanto seria desejável nesta fase. Que os nossos leões o consigam simplificar com a sua entrega, empenho e solidariedade!

A derrota que veio do frio

O jogo de hoje, apesar de não complicar muito a situação do Sporting no que se refere à classificação do grupo da Liga Europa, deve servir de base para várias reflexões para a equipa técnica de Domingos, a equipa médica e o plantel. De todas as más notícias, o único aspecto positivo do jogo de hoje foi o eliminar da pressão de manter a série vitoriosa, facilitando a gestão de expectativas a desenvolver num plantel que não obstante os desempenhos das últimas semanas apenas se conhece há poucos meses.

Depois de uma lesão possivelmente muito grave de Rinaudo, do jogo muito apagado de Matias e Bojinov, de falta de agressividade generalizada e profunda na recuperação de bolas e definição de lances ofensivos, da incapacidade de construção e finalização sob pressão, e do aparecimento de mais algumas limitações clínicas, espera-se que Domingos não tenha saído deste jogo com mais problemas para resolver do que tinha à partida para a Roménia.

Já no domingo tanto a equipa como os adeptos têm uma excelente oportunidade para mostrar que se tratou apenas de um acidente de percurso, resultante principalmente do frio que se sentia no campo e da falta de entrusamento das chamadas segundas linhas do plantel. Uns entregando-se totalmente ao esforço, dedicação e devoção necessários para o triunfo leonino, outros apoiando durante todo o jogo todos os jogadores que equipam de verde e branco e actuando como sua base anímica. Não podemos desanimar por causa de um resfriado!