Monthly Archives: Outubro 2011

Quando as coisas correm menos bem…

Fonte: Agência Lusa

…o Sporting esforça-se e ganha na mesma.
Foi um jogo bastante tenso, jogado com muita vontade. De um lado, vontade em marcar e resolver a partida. Do outro, vontade de arrancar a posse de bola à força e provocar problemas nas bolas paradas, com alguma ratice na gestão de tempos mortos pelo meio. Ao centro, um árbitro a admoestar Rinaudo num corte limpo, tal como é costumário, e a tentar passar uma imagem de interprete moderno das regras, a suavizar entradas feias e reposições anti-desportivas e a deixar jogar excepto quando absolutamente necessário.
No fim, com uma exibição que compensou a falta de qualidade técnica com a vontade de ganhar, ganhámos mais um jogo.
Um guarda-redes igual a si próprio. Uma dupla de centrais sólida. Uma ala direita algo desprovida da explosão e rasgo presente na ala esquerda. Um miolo algo sequestrado pela pressão alta e “interventiva” imposta pelos opositores. Um ponta-de-lança gelado.
Destaco ainda a situação de Jeffren. Independentemente do que se passou ou passa fisicamente com o jogador que o impede de ajudar a equipa e o clube a que pertence, importa desbloquear-lhe a psique e a capacidade de resposta a adversidades.
Depois de sofrer uma entrada muito feia, o jogador reage a uma dor muscular com uma fuga directa para os balneários, quando existe uma equipa clínica e técnica no banco para o auxiliar quando está em campo. Podia ter aguentado a pressão do jogo com dores, o que é desaconselhável dado o regresso de lesão. Podia ter encostado fora das quatro linhas para receber assistência. Muito poucas situações justificam uma fuga para os balneários depois de 25 minutos em campo.
No fim do dia ganhámos mais três pontos, depois de mais um fim-de-semana vitorioso em todas as modalidades, e quinta-feira temos noite europeia!
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Quando as coisas correm bem

Fonte: Agência Lusa

Sem grande tempo para reflexões, refiro:

– A vitória expressiva contra o Gil Vicente. Foi uma exibição a espaços fantástica. Como é normal numa equipa com pouco mais de três meses, ainda há algumas coisas por melhorar, mas para isso está lá Domingos e restante equipa técnica. Na conferência de imprensa que se seguiu, Paciência sublinhou a exibição, o resultado e a comunhão com os adeptos como contraponto às tentativas de instigação de euforia. Eu acrescento a atitude do próprio treinador, a desmontar o excelente momento de forma em que a equipa se encontra como um simples degrau a caminho de uma melhor forma, de maior estabilidade e serenidade dentro de campo. E nota-se que também é uma mensagem para dentro uma vez que o próprio Bojinov transmitiu isso mesmo, como imagino que qualquer jogador faria no seu lugar: que estamos em crescimento, que as coisas estão bem mas estamos a trabalhar para que corram melhor, e que o mais importante neste momento é só (tal como deveria ser sempre) ganhar o próximo jogo.

– O avolumar da riqueza e profundidade do plantel. Só como exemplo e mesmo com dois lesionados, para as posições médio-ofensivas temos agora cinco titulares, sem contar com a posição de ponta-de-lança, onde Bojinov finalmente quebrou o gelo do primeiro golo (e segundo) com a camisola verde e branca. Ainda existe uma ou outra fragilidade por precaver no plantel, mas pode-se dizer que o plantel ficou mais profundo desde o início da época.

– A inversão total de abordagem da comunicação social à equipa de futebol do Sporting. De um conjunto de maus investimentos e maus resquícios dos planteis que se teriam vindo a suceder, que quando pontuava era só porque tinha tido sorte, o meio jornalístico trata agora a equipa como a nova maravilha futebolística, enquadrando cada jogador resistente de outras épocas como um talento renascido e cada nova aquisição como a próxima revelação do campeonato. Trata-se claramente de uma tentativa de criação de euforia leonina descontrolada e de aproveitamento da boa situação desportiva da modalidade no clube. Cabe a nós, Sportinguistas, saber encarar esta nova atitude como a antiga: com a inteligência e distância que merece.

– A aprovação do Plano de Pormenor para a construção do pavilhão só pode ser uma boa notícia para um clube ecléctico como o Sporting, pecando apenas por demasiado tardia, tendo em conta a conjuntura económica e o desinvestimento a que o espaço tem estado entregue. Antevejo ainda assim um processo moroso e doloroso de captação de investidores, projecto e construção propriamente dita, mas que espero no final tenha valido a pena. Para que esta situação se resolva o mais depressa possível, cada Sportinguista pode contribuir ao apoiar mais activamente as equipas de Futsal, Andebol e Hóquei em Patins, demonstrando assim uma maior adesão e contribuindo para que o clube tenha condições mais favoráveis de negociação e seja de certa forma pressionado para concluir a construção do pavilhão mais depressa. Que seja um espaço digno, à altura das muitas glórias que se esperam vir a cumprir e da história e potencial das diversas modalidades que assim ganharão uma casa verdadeiramente sportinguista.

Para quem não tinha tempo, não está mal. Até à próxima!

Fecho do fim-de-semana

Mais um fim-de-semana que termina e vários foram os sucessos do clube nas mais variadas modalidades e escalões. Vitórias no Hóquei em Patins, Andebol, Futsal, e mais um campeão nacional de Judo com as nossas cores coloriram de glória leonina estes dias, resultado de esforço, dedicação e devoção em várias disciplinas e campos. Mais uma vez, os nossos atletas provam com os seus desempenhos a importância que representa para o clube a construção de um pavilhão que permita centralizar junto do Estádio de Alvalade, se bem que infelizmente não sob o mesmo tecto, a actividade desportiva Sportinguista.

A direcção do Clube tem que se convencer do potencial de reforço e incentivo ao espírito e valores Sportinguistas que uma tal proximidade geográfica representa, inclusivamente em termos de receitas – basta reconhecer que não existem Lojas Verdes nos nossos entrepostos alugados. Os nossos putativos patrocinadores e apoiantes para a construção de uma infra-estrutura tão fulcral têm que ser persuadidos da representatividade e relevância deste investimento não só para o clube mas para o desporto nacional.

Relativamente às movimentações directivas relativamente às listas candidatas às eleições da FPF, por mais que reflicta não consigo compreender o que se passa. Qual a estratégia, se é que existe. A realidade da situação pode muito bem ser uma orquestração estratégica dissimulada de apoio a várias listas tendo em conta os interesses superiores do Sporting. Mas também pode ser um aproveitamento pessoal e individualista da parte de Luís Duque do poder mediático que tem para sustentar a criação de uma lista alternativa à hegemonicamente construída com Fernando Gomes, só sabendo o próprio com que propósitos. Aguardam-se os próximos episódios.

À parte de todos estes eventos está o jogo de amanhã contra o Gil Vicente, em Alvalade. Espera-se o onze possível tendo em conta as limitações clínicas, espera-se uma casa composta e participativa apesar das condições meteorológicas, e espera-se mais um bom jogo culminando em mais uma vitória deste belo grupo de leões que se afirma e reforça de jogo para jogo. Lá estarei!

Apuramento garantido

Fonte: Tiago Petinga/Lusa

Já tínhamos descoberto que tínhamos uma equipa. Hoje descobrimos que temos um banco capaz, um plantel mais extenso do que poderia parecer inicialmente.

Polga e Carriço estiveram relativamente sólidos  no centro. Evaldo marcou um golo e esteve uns furos acima de aquilo a que infelizmente já nos tinha habituado. Pereirinha esteve sereno e para além de não ter comprometido defensivamente, mostrou alguns bons pormenores de controlo e posse de bola, se bem que ainda esteve algo limitado. Matías fez um grande jogo em que a única coisa que faltou foi mais acutilância na abordagem à baliza, ganhando confiança para se mostrar no onze a alto nível.  Carrillo mostrou mais uma vez a sua capacidade técnica e muita vontade em brilhar, o que limitou naturalmente a sua produtividade. Bojinov voltou a pisar o relvado e a acumular alguns minutos de competição, o que apenas o pode incentivar a fazer mais e melhor. André Martins mostrou-se desinibido, com uma capacidade ocupação de espaços e definição de passe e jogada a um nível incomum para um jogador tão novo.

E conseguimos a qualificação com um jogo relativamente seguro com a oitava vitória seguida!

Espaço para a transfiguração

Amanhã será mais uma noite europeia no Estádio José de Alvalade (uma nota para o 93º aniversário da morte do fundador). Dadas as condicionantes médicas que a esta altura (ainda) dominam a disponibilidade do plantel à equipa técnica, vamos enfrentar este encontro com um grupo de trabalho algo diferente dos que têm sido utilizados nos últimos jogos, em particular no sector defensivo.

Esta restrição tem que ser encarada, tanto pela equipa, em particular pelos jogadores menos felizes nos últimos meses, como pelos próprios sócios e adeptos, como mais uma hipótese para sublinhar a mudança na equipa, no plantel como unidade, em relação ao passado mais recente.

Depende da equipa do Sporting e dos seus apoiantes a criação de condições para que, mais uma vez, se consigam ultrapassar as expectativas mais conservadoras e sarar feridas recentes. As últimas semanas têm mostrado um Sporting diferente, mais capaz e com outra capacidade de entrega e sacrifício. O jogo que nos espera representa outro desafio: o da transfiguração e superação individual.

Amanhã teremos a oportunidade de pisar mais um marco na transformação do futebol do clube: se vencermos de uma forma segura estaremos a regenerar animicamente jogadores de que precisamos para o resto da época, para além de continuar a sequência de vitórias e de assegurarmos a qualificação para a fase seguinte da Liga Europa. Estaremos a completar o plantel e a aprofundar a confiança dos Sportinguistas na equipa e da equipa nela própria.

Jogos de bastidores

Esta época desportiva está a ser particularmente rica em movimentações, consequência da tempestade federativa perfeita. Ao mesmo tempo que uma geração de dirigentes do futebol português chega (finalmente) ao fim do seu ciclo, com mais que suficientes casos e polémicas associadas, as alterações estatutárias levaram a uma maior concentração do poder efectivo sobre o Futebol na dita federação, fazendo aguçar mil e um interesses e instintos de manutenção do status quo.

As eleições para a FPF parecem já ter um vencedor anunciado, pelo menos para a presidência. Nos próximos dias vai assistir-se a uma certa dança de pressões e atribuição de cadeiras, quer explicitamente quer através do mais diverso tipo de demonstrações de intenção e manipulações de meios de comunicação.

Para o Sporting é a altura certa para demonstrar força desportiva, em sobreposição às condicionantes típicas do futebol sportinguista e como agregação dos sócios e adeptos, e força institucional, ganhando o peso negocial e o respeito possíveis num meio apodrecido há longos anos.

Temos que ser fortes, temos que conseguir manter os bons resultados apesar de todas as tentativas de desestabilização (ainda não acabaram, vamos continuar a assistir a nomeações e arbitragens duvidosas e a notícias de pressão a dirigentes, à equipa técnica, ao balneário, aos jogadores mais destacados -tanto pelas boas como pelas más razões, aos sócios e adeptos).

Como tenho lido um pouco por todo o lado, temos que estar alerta, temos que ser inteligentes nas leituras que fazemos da espuma dos dias que se seguem pelo menos até à tomada de posse na federação.

Não nos deixemos manipular e conseguiremos aproveitar este momento de transição em nosso favor.

O clube desportivo mais completo

Ainda em relação ao jogo da taça: não foi um jogo brilhante, mas lá conseguimos ultrapassar um campo difícil e uma equipa motivada com muita vontade, alguma carolice, e um matador holandês. Ainda assim, um comentário para os comentadores tendenciosos que referem algumas grandes penalidades ou expulsões como “injustas para o desenrolar do jogo”. As faltas e a grande área existem para controlar o tipo de contacto possível entre dois jogadores. Se existem desrespeitos a essas regras têm que haver consequências, independentemente da equipa.

Mesmo que seja o Sporting. Lembro-me por exemplo de um dos momentos mais negativos na época passada, em que Maniche é expulso infantilmente contra o Vitória de Guimarães em casa – não me parece que algum Sportinguista tenha estado mais contra a decisão da expulsão do que contra o comportamento do jogador veterano.

Num dia em que mais um atleta das nossas cores consegue um desempenho ao mais alto nível, cerca de cinco mil pessoas, muitas das quais Sportinguistas, demonstraram em plena cidade de Lisboa o que significa o desporto. Não se trata de querelas, de lutas bairristas, de perspectivas resultadistas sem escrúpulos, embora estas acabem por ser usadas como armas aglutinadoras. Desporto é esforço, desporto é dedicação, desporto é devoção. É trabalhar para conseguir cumprir os objectivos, é apoiar quando se está de fora para que quem se esforce o consiga. E isto, meus caros, isto é o Sporting.

Também lá estive, consegui acabar em menos de 58 minutos com os incentivos do Botas, mas com alguns problemas de manutenção de ritmo. Para o ano será melhor!

Famalicão – Sporting Clube de Portugal

Em relação ao jogo de mais logo, espero que envergem a Stromp e que a honrem. Que seja um jogo bem disputado, com qualidade, em particular por parte aqueles que não tem tido tantas oportunidades de brilhar no relvado. Que mostrem que temos um plantel inteiro, completo.

Que ganhe o Sporting e que, por favor, não haja lesões no batatal. Força Sporting!

O clube mais titulado a nível europeu

Judo Sportinguista em grande na Hungria

Sérgio Paiva garantiu a medalha de ouro, eliminando categoricamente no primeiro combate um atleta italiano por 4-0, no segundo combate um atleta sérvio por 4-0, no terceiro um romeno por 3-0 e na final, um atleta inglês por 4-3.

Já no domingo e último dia de competição destes europeus, Rodrigo Borrega, sagrou-se vice-campeão europeu, tendo igualmente o atleta Diogo Fernandes obtido a medalha de prata. Neste último dia disputou-se a prova “rainha” destes europeus (Team Rotation), tendo a prestação «leonina» no escalão júnior, por equipas, superado todas as expectativas.

Em sporting.pt

O Sporting  é neste momento o clube europeu com mais praticantes das suas modalidades vencedores de títulos europeus.

Para além do Karaté aqui homenageado, fomos campeões europeus pelo Futebol em 1964, vencendo a Taça dos Clubes Vencedores de Taças.

No Atletismo, fomos campeões com Rui Silva em 2009 e 2002, Obikwelu duplamente em 2008, Naide Gomes em 2005, Ana Dias em 2001, José Regalo, Domingos Castro e Alberto Maravilha em 1997, Carlos Calado em 1997, José Regalo e Vítor Almeida em 1996, Domingos Castro e Alberto Maravilha em 1994.

No Andebol, ganhámos a Taça Challenge em 2010.

No Hóquei em Patins, ganhámos a Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1997 e a Taça dos Vencedores das Taças em 1981, 1985 e 1991.

No Ténis de Mesa, fomos campeões em 2001 com João Pedro Monteiro e em 2011 com Diogo Chen.

No Judo, fomos campeões da Europa por João Pina em 2010 e 2011.

Ainda esta época desportiva, tal como na anterior, teremos a oportunidade de disputar o titulo europeu em Futsal. Se vencermos, será a oitava modalidade, à frente das quatro do Barcelona e das três do Real Madrid, que fecham o pódio dos clubes com mais modalidades tituladas a nível europeu.

O Sporting é um clube maior que os maiores da Europa.

Vitória em Guimarães

Fonte: Agência Lusa

E a série de vitórias cresce. Não acompanhei a segunda parte mas a primeira parte do jogo, em particular a primeira meia-hora, foi suficiente para perceber que temos capacidade para jogar e ganhar em qualquer relvado e que já incomodamos muita gente.

Como se os boicotes e reacções que as mais diversas forças de bloqueio no futebol português não tivessem sido suficientemente claras para demonstrar o que o status quo na organização da modalidade em Portugal está disposto a fazer para controlar o nosso desempenho desportivo, a nomeação e consequente exibição do apitador semi-profissional que liderou a terceira equipa de hoje deixam tudo bem mais claro.

Querem que o Sporting não ganhe, querem que o Sporting não triunfe. O problema, para eles, é que este ano temos uma equipa mais capaz, com maior capacidade de entrega e sacrifício, e com qualidade técnica e táctica suficientes (e ocasionalmente a sorte) para resolver as partidas apesar do que se tenta induzir.

Por outro lado, uma sofrível mas oportuna capacidade de captação e motivação das esperanças leoninas por parte da estrutura directiva do clube tem criado uma onda verde que já se faz sentir no país, talvez dificultando um pouco mais as movimentações sombrias e a manipulação dos pontos de pressão no sector.

A equipa nos relvados faz o seu melhor, sabendo sempre que quem faz cumprir as regras do jogo não está lá para as proteger mas para as manipular. Da mesma forma, é essencial neste momento que todos os sportinguistas compreendam que, para além de tudo o que a imprensa e a estruturação bipolarizada possa tentar para desestabilizar o clube, o Sporting pode e vai conseguir conquistar o seu espaço na dianteira do futebol português, tal como merece.