Sobre a formação

Nuno Reis, Cavaco Silva e Cedric Soares - Agência Lusa via RTP

O Sporting é o primeiro clube formador de jogadores de futebol em Portugal, e um dos primeiros da Europa. Enquanto que no futebol sénior temos passado por vários tipos de crise nos últimos 30 anos, os nossos escalões formativos têm conseguido apresentar quase sempre títulos colectivos e formar jogadores de qualidade indiscutível (e outros nem tanto, mas nem só de extraordinários se faz o jogo) em várias posições e com vários pontos fortes, demonstrando a robustez e qualidade do nosso processo formativo.

Numa altura em que:

  • brilham a alto nível os desempenhos quer da Selecção Nacional sub-20 no campeonato mundial do escalão, quer da equipa de Juniores do Sporting, pela fantástica época que tem vindo a ser lançada, onde se têm assistido a belas exibições com qualidade individual e colectiva, tanto no campeonato nacional como na NextGen Series, a  competição europeia de clubes mais importante do escalão;
  • a defesa do jogador português tem algum poder mediático e político, com a  primeira figura do Estado português a referir-se à actual preponderância de jogadores estrangeiros nas equipas da primeira liga como sintoma de algo errado no futebol português;
  • o estabelecimento de plantéis, primeiro, e de equipas de trabalho, depois, é totalmente condicionada por especuladores e comissionistas que fazem com que o futebol, como desporto e fenómeno cultural, dependa mais de jogadas de investimento e contra-investimento do que do desempenho desportivo dos intervenientes;
  • está lançada a corrida à presidência e demais órgãos da Federação Portuguesa de Futebol, por enquanto apenas centrada na temática dos apoios, pressões, influências e jogos de bastidores, numa clara tentativa de apropriação e extensão dos poderes actualmente estabelecidos na liga e estruturas associativas de futebol, sem grandes opções estratégicas para além da subserviência a quem demonstrar maior capacidade de viciar, seja pelo género seja pelo número;
  • se sugere a constituição de equipas B plena e institucionalmente inseridas nos clubes com enquadramento competitivo próprio, por oposição à distribuição de jogadores “dispensáveis” através de redes tentaculares de interesses, favorecimentos e compensações que resultam do sistema existente de empréstimos a clubes-satélite não declarados;
  • o estabelecimento de plantéis, primeiro, e de equipas de trabalho, depois, é totalmente condicionada por especuladores e comissionistas que fazem com que o futebol, como desporto e fenómeno cultural, dependa mais de jogadas de investimento e contra-investimento do que do desempenho desportivo dos intervenientes;

Surge uma oportunidade de ouro para o enquadramento estratégico do Sporting na estruturação e redefinição do panorama desportivo e político do futebol nacional. Sendo a instituição desportiva com maior pendor formativo e, consequentemente, com os melhores resultados a este nível, impera que o Sporting saiba não só defender a importância estatística do jogador português no futebol português mas acima de tudo a importância da formação integrada de equipas dentro dos clubes e através dos escalões até ao patamar sénior.

Só salvaguardando aquilo que faz de nós mais fortes que os demais conseguiremos alcançar de forma sustentada a glória desportiva que nos define.

About Reflexivo Leonino

Sportinguista reflexivo.

Posted on 18 Setembro, 2011, in Dirigismo, Formação, Futebol, Sporting. Bookmark the permalink. 1 Comentário.

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