Monthly Archives: Setembro 2011

Sporting 2 Lazio 1

Fonte: Agência Lusa

Esforço. Dedicação. Devoção.

Glória.

Não há mais palavras para analisar o jogo de hoje.

Em Lisboa, não sejam romanos

Fonte: Record

O jogo de amanhã, contra a Lazio, vai ser um teste à equipa do Sporting. Ainda assim, vai ser um tipo de teste diferente das sucessivas “finais” que temos vindo a ganhar nas últimas semanas para a Liga.

Nos últimos jogos tivemos que demonstrar capacidade anímica, técnica e física para lidar com a adversidade de partir de trás e de, sentindo a pressão de vencer, ser capaz de o fazer contra qualquer que fosse o número de adversários no relvado. Para amanhã, espera-se um desafio de concentração e dedicação à qualidade de posse e oportunidades no jogo, contra um adversário tecnicamente mais evoluído que qualquer outro defrontado por esta equipa.

Simultaneamente, espera-se um jogo de nervos nas bancadas, na gestão de expectativas e apoios, porque se é verdade que ainda não habituámos realmente a começar a ganhar todos os jogos, não tendo razões para o exigir, também é verdade que andámos demasiado tempo habituados a ver um jogo em casa desconfiados do desempenho da equipa.

No relvado provavelmente vamos ter um jogo bastante tenso e fechado, com alguma luta pela posse, pela posição e pelo erro alheio. É importantíssimo que quem for ao estádio consiga apoiar contra e apesar desta tensão toda, mesmo se não marcarmos logo ou se jogarmos horrivelmente mal na primeira meia hora. Mais do que aos jogadores, vai ser necessário espírito de sacrifício de parte dos apoiantes. É nestes jogos, mais do que nos que são jogados com o coração, que é importante transmitir confiança e segurança para o relvado, para que a equipa tenha mais serenidade na gestão da partida.

Não vamos poder jogar com cinco jogadores a circundar à grande área adversária em construção durante muito tempo, se o fizermos é meio caminho andado para sermos rasgados no meio campo para trás com os contra-ataques mortais destes (e de quaisquer outros) italianos. Temos que guardar bem a bola, apostando em rupturas rápidas, só quando deve de ser e apenas com os homens necessários.

Suspeito que a abordagem de Domingos à partida será baseada numa atitude semelhante a esta, apostando num meio campo de posse e combate, juntado as dobras alternadamente defensivas e ofensivas de Schaars e André Santos à presença carismática de Rinaudo no centro, em frente aos centrais. Esta solução, apesar de não ser a mais tecnicamente atractiva, deve também permitir compensar melhor os avanços de Ínsua mas principalmente de João Pereira no terreno, de forma a que exista mais segurança na retaguarda.

Vitória folgada!

Fonte: Record

Marcámos três, podíamos ter marcado mais quatro golos feitos, pelo menos. Rui Patrício algo inseguro com os pés mas com o estádio a puxar por ele, Oguchi a cortar sempre na altura certa, Ínsua cheio de pulmão, Rinaudo sempre, e sublinho, sempre, no sítio certo, embora às vezes sem muito discernimento e ainda sem confiança para rematar, Wolfswinkel a bisar como deve de ser e Carrillo a fazer um jogo a grande nível e com muita confiança.

O Sporting mudou – podemos não estar na melhor forma possível, mas nota-se a evolução psicológica e futebolística. No fim de um jogo a dominar predominantemente, esta evolução sublinhou-se num canto defensivo aos oitenta e muitos: sem tremer, a situação foi dissipada e voltámos à posição de leão dominante.

Temos Sporting, temos época.

Ainda assim, uma questão menos positiva: quando entra Bojinov, porque insiste Domingos em Capel na direita quando tinha na esquerda um Matias claramente desconfortável? Não seria mais produtivo passar o Capel para a esquerda, o Bojinov ficar adaptado na direita – dada a sua (falta de) velocidade, até ajudava a equilibar um João Pereira muito activo no ataque – e pôr o Matias no meio a pensar a movimento ofensivo?

Esperança


Amanhá pode ser o dia em que conseguimos ter uma vitória folgada em casa.

Tenham paciência, se for preciso deixem os rapazes errar… Mas estejam sempre do lado do leão! Se o estádio estiver todo do lado da equipa, eles sentir-se-ão em casa e farão tudo o que conseguirem para ganhar, que é o que lhes é exigido.

Chegou a hora de ultrapassar os estigmas, de sarar feridas. Vamos apoiar a equipa, acreditar até ao fim na sua capacidade para que, no fim, a festa seja leonina!

O Sporting e a imprensa

Sapo Desporto

Hoje deu-se mais um episódio da longa lista de ataques e insinuações sobre o Sporting e a sua gestão de plantel e jogadores.

Independentemente da situação física e anímica de qualquer jogador do Sporting, não se compreende como é que a melhor resposta da instituição é só esta. Está na altura do Sporting se blindar realmente como instituição, incluindo os seus sócios e adeptos do seu lado, e impor respeito a quem nos tenta minar, desagragar e destruir. A conferência de imprensa sobre a arbitragem foi uma boa abertura de tabuleiro, mas está na altura de deixar a defesa da instituição limitada a respostas a provocações descaradas e irresponsáveis.

Luís Duque disse há dez dias que “acabou o sportinguezinho, que não incomodava ninguém”. Provem-no.

Confiança

Sporting Clube de Portugal - Todos os direitos reservados

Para uma equipa de futebol funcionar em pleno, ou melhor, para que os adeptos de uma equipa se sintam confiantes com as hipóteses de sucesso da sua equipa, têm que confiar em quem os representa.

Há clubes que confiam unica e obsessivamente em que um só jogador ou conjunto restrito de jogadores sejam capazes de transportar a responsabilidade do desempenho da equipa. Outros depositam na equipa técnica, liderada de uma forma mais ou menos carismática pelo treinador principal, a confiança para trabalhar os jogadores disponíveis. Há ainda quem prefira confiar na “estrutura directiva” e na sua capacidade de desbloquear situações desportivas adversas.

Seja em que combinação for, o factor essencial para o sucesso é que essa confiança exista. Nas últimas épocas o Sporting tem sido descapitalizado também e acima de tudo neste aspecto. Por causa deste “passivo”, nos últimos tempos todas as falhas de todos os jogadores têm resultado de incompetências cadastradas e provadas. Todos os onzes iniciais, sistemas tácticos e substituições têm vindo a ser as piores possíveis, já para não falar na falta de atitude interventiva e capacidade de motivação dos diversos treinadores. Todas as contratações acabam por redundar em flops, todos os miúdos da formação não passam de uns mimados. E todos os dirigentes são incompetentes até à última fibra dos seus seres.

Não que não tenham existido alguns casos em que as afirmações encaixavam. Mas a verdade é que estas generalizações minam a confiança da massa adepta e associativa na equipa, e a confiança da equipa nela própria.

O Sporting e os sportinguistas precisam de acreditar na sua equipa. Precisam de aceitar a incerteza do jogo, mas tendo sempre presente que se os nossos se esforçarem e se dedicarem à camisola que têm vestida, qualquer jogo pode ser uma vitória. Resultados como o de hoje, o de quinta-feira e o de sábado contribuem para que essa confiança se construa.

Viva o Sporting!

Sobre a formação

Nuno Reis, Cavaco Silva e Cedric Soares - Agência Lusa via RTP

O Sporting é o primeiro clube formador de jogadores de futebol em Portugal, e um dos primeiros da Europa. Enquanto que no futebol sénior temos passado por vários tipos de crise nos últimos 30 anos, os nossos escalões formativos têm conseguido apresentar quase sempre títulos colectivos e formar jogadores de qualidade indiscutível (e outros nem tanto, mas nem só de extraordinários se faz o jogo) em várias posições e com vários pontos fortes, demonstrando a robustez e qualidade do nosso processo formativo.

Numa altura em que:

  • brilham a alto nível os desempenhos quer da Selecção Nacional sub-20 no campeonato mundial do escalão, quer da equipa de Juniores do Sporting, pela fantástica época que tem vindo a ser lançada, onde se têm assistido a belas exibições com qualidade individual e colectiva, tanto no campeonato nacional como na NextGen Series, a  competição europeia de clubes mais importante do escalão;
  • a defesa do jogador português tem algum poder mediático e político, com a  primeira figura do Estado português a referir-se à actual preponderância de jogadores estrangeiros nas equipas da primeira liga como sintoma de algo errado no futebol português;
  • o estabelecimento de plantéis, primeiro, e de equipas de trabalho, depois, é totalmente condicionada por especuladores e comissionistas que fazem com que o futebol, como desporto e fenómeno cultural, dependa mais de jogadas de investimento e contra-investimento do que do desempenho desportivo dos intervenientes;
  • está lançada a corrida à presidência e demais órgãos da Federação Portuguesa de Futebol, por enquanto apenas centrada na temática dos apoios, pressões, influências e jogos de bastidores, numa clara tentativa de apropriação e extensão dos poderes actualmente estabelecidos na liga e estruturas associativas de futebol, sem grandes opções estratégicas para além da subserviência a quem demonstrar maior capacidade de viciar, seja pelo género seja pelo número;
  • se sugere a constituição de equipas B plena e institucionalmente inseridas nos clubes com enquadramento competitivo próprio, por oposição à distribuição de jogadores “dispensáveis” através de redes tentaculares de interesses, favorecimentos e compensações que resultam do sistema existente de empréstimos a clubes-satélite não declarados;
  • o estabelecimento de plantéis, primeiro, e de equipas de trabalho, depois, é totalmente condicionada por especuladores e comissionistas que fazem com que o futebol, como desporto e fenómeno cultural, dependa mais de jogadas de investimento e contra-investimento do que do desempenho desportivo dos intervenientes;

Surge uma oportunidade de ouro para o enquadramento estratégico do Sporting na estruturação e redefinição do panorama desportivo e político do futebol nacional. Sendo a instituição desportiva com maior pendor formativo e, consequentemente, com os melhores resultados a este nível, impera que o Sporting saiba não só defender a importância estatística do jogador português no futebol português mas acima de tudo a importância da formação integrada de equipas dentro dos clubes e através dos escalões até ao patamar sénior.

Só salvaguardando aquilo que faz de nós mais fortes que os demais conseguiremos alcançar de forma sustentada a glória desportiva que nos define.

Constituição.

Este é um espaço leonino de reflexão.

Analisando as definições disponíveis para o adjectivo reflexivo surgem várias interpretações, maior parte delas válidas para este caso particular. Destaco que reflexivo é algo que se produz por reflexão ou reflexo, tendo portanto uma forte conotação instintiva e intuitiva. É também um adjectivo que caracteriza algo que tenha sido meditado ou pensado maduramente, o que surge em aparente contradição com a primeira definição.

De um ponto de vista mais metafísico, reflexivo é algo que filosoficamente se refere ao conhecimento próprio da consciência. Matematicamente, esta palavra descreve uma relação entre elementos de um determinado conjunto que sejam idênticos.

Leonino dispensa grandes explicações.

Conjugando todas as definições acima, este espaço deve recolher textos que equilibrem a reacção emocional e instintiva com ponderação e meditação, que acima de tudo transmitam aquilo que une os Sportinguistas, num exercício de  fortalecimento próprio.

Considerações etimológicas à parte, pretende-se que este estabelecimento contribua para a reflexão sobre a situação contemporânea e acontecimentos recentes do Sporting Clube de Portugal, por vezes sobre o que nos trouxe onde estamos e nos condicionou a perder o poder e o respeito que a mais importante instituição desportiva portuguesa deve ter e granjear, e acima de tudo que ajude a descortinar o caminho que nos leve aonde queremos ir, sendo “um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa”.